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Dólar se aproxima de R$ 5,06 e reduz drasticamente competitividade do arroz

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Porto Alegre, 10 de abril de 2026 – O mercado brasileiro de arroz está operando com liquidez extremamente restrita, refletindo um claro desalinhamento entre oferta disponível e disposição de venda. Mesmo com o avanço da colheita, o produtor permanece “sentado no estoque”, adotando postura defensiva diante de preços considerados insuficientes para cobrir o custo de produção, explica o analista e consultor de Safras & Mercado, Evandro Oliveira.

 

Segundo ele, esse comportamento reduz drasticamente o volume transacionado no spot, sustentando artificialmente as cotações. “Do lado da demanda, a indústria atua da mão para a boca, evitando alongamento de posição e reforçando a baixa profundidade do mercado”, relata.

 

O resultado é um ambiente de formação de preço travado, com baixa referência real de negócios. A paridade de exportação entra em clara deterioração com o câmbio próximo a R$ 5,00, comprimindo margens e reduzindo a competitividade do arroz brasileiro no FOB.

 

O spread internacional se estreita, limitando oportunidades de arbitragem e impondo um “teto de vidro” às cotações domésticas. “Na prática, a exportação deixa de atuar como válvula eficiente de escoamento”, lamenta Oliveira.

 

A demanda externa reage com retração: compradores internacionais adotam postura de espera, aguardando melhor relação de preço ou recuo interno. “Sem fluxo externo relevante, o mercado perde um de seus principais mecanismos de equilíbrio”, pondera o analista.

 

A margem industrial segue comprimida, limitando a capacidade de pagamento e reforçando a disciplina na originação. Esse comportamento amplifica o travamento do mercado: sem agressividade compradora, o produtor não cede; sem oferta, a indústria não escala.

 

A média da saca de 50 quilos de arroz no Rio Grande do Sul (58/62% de grãos inteiros, pagamento à vista) encerrou a quinta-feira cotada a R$ 62,66, alta de 0,27% em relação à semana anterior. Na comparação com o mesmo período do mês passado, o avanço foi de 11,58%, enquanto, em relação a 2025, a desvalorização atingiu 18,92%.

 

 

Rodrigo Ramos/ Agência Safras News

 

Copyright 2026 – Grupo CMA

 

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