Porto Alegre, 19 de agosto de 2026 – O mercado brasileiro de soja deve ter os negócios travados pelo desempenho do dólar, mesmo que a Bolsa de Mercadorias de Chicago suba pela quarta sessão seguida. A moeda norte-americana cai mais de 1% frente ao real, o que traz pressão às cotações da oleaginosa. Já a bolsa dos Estados Unidos sobe, mas num patamar um pouco mais modesto.
Na terça-feira, o mercado brasileiro de soja registrou mais uma sessão de preços firmes no mercado físico, acompanhando as altas observadas durante boa parte do dia na Bolsa de Chicago. De acordo com o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, o dólar também contribuiu com pequenos movimentos de alta, enquanto os prêmios apresentaram poucos ajustes.
No mercado físico, os compradores mantiveram ofertas firmes em busca de soja, mas os vendedores continuaram segurando o produto mesmo diante dos bons níveis de preços. “O spread está alto, com o vendedor elevando ainda mais as pedidas”, destaca Silveira.
Segundo o analista, apesar da melhora das cotações, não houve reporte de grandes volumes negociados ao longo da sessão.
No mercado físico, em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos avançou de R$ 144,00 para R$ 145,00, enquanto em Santa Rosa (RS) passou de R$ 145,00 para R$ 146,00. Em Cascavel (PR), as cotações subiram de R$ 141,00 para R$ 142,00. Em Rondonópolis (MT), os preços avançaram de R$ 136,00 para R$ 138,00, enquanto em Dourados (MS) a saca passou de R$ 136,00 para R$ 137,00. Já em Rio Verde (GO), a cotação subiu de R$ 137,00 para R$ 138,00.
Nos portos, em Paranaguá (PR), a saca permaneceu em R$ 153,00. Em Rio Grande (RS), as referências avançaram de R$ 152,00 para R$ 153,00.
CHICAGO
* A Bolsa de Mercadorias de Chicago opera com ganhos. A posição novembro/26 do grão avançava 0,78%, cotada a US$ 12,26 1/4 por bushel.
* O mercado digere os novos números da “Crop Tour”, realizada pela Pro Farmer, que voltam a indicar lavouras piores na comparação com o ano passado e com a média dos últimos três anos. A boa demanda chinesa pelo produto norte-americano também influencia positivamente, assim como a queda significativa do dólar frente a outras moedas.
CÂMBIO
* O dólar comercial registra baixa de 1,11%, a R$ 5,1636. O Dollar Index registra baixa de 0,64%, a 99,011 pontos.
INDICADORES FINANCEIROS
* As principais bolsas da Ásia fecharam em forte queda. China, -2,40%. Japão, -3,16%.
* A maioria das bolsas na Europa opera em alta. Paris, +0,29%. Frankfurt, -0,21%. Londres, +0,05%.
* O petróleo opera em leve alta. Setembro do WTI em NY: US$ 85,08 o barril (+0,16%).
AGENDA
—–Quarta-feira (19/08)
11:30 – EUA: Relatório Semanal de Petróleo da EIA.
15:00 – EUA: Divulgação da ata da reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc).
—–Quinta-feira (20/08)
03:00 – Alemanha: Índice de Preços ao Produtor (PPI, julho).
09:00 – Estimativa para a safra de cana-de-açúcar do Brasil/Conab.
09:30 – Dados de exportação semanal de grãos dos EUA/USDA.
15:00 – Relatório de condições das lavouras da Argentina – Ministério da Agricultura.
15:00 – Dados de desenvolvimento das lavouras argentinas – Bolsa de Cereais de Buenos Aires.
16:00 – Dados de desenvolvimento das lavouras no RS – Emater, na parte da tarde.
20:30 – Japão: Índice de Preços ao Consumidor (CPI, julho).
– Final do Crop Tour da Pro Farmer nos Estados Unidos e divulgação das estimativas de produtividade e safra dos EUA para milho e soja.
– China: Banco do Povo da China anuncia taxa preferencial de empréstimos (LPR).
—–Sexta-feira (21/08)
16:00 – Dados de evolução das lavouras do Mato Grosso – IMEA.
Rodrigo Ramos – rodrigo@safras.com.br (Agência Safras)
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