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Cotações do café arábica recuam em NY, robusta sobe em Londres e Brasil acompanha movimentos

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Porto Alegre, 16 de janeiro de 2026 – O mercado internacional de café teve mais uma semana de volatilidade para os preços. Na Bolsa de Nova York, que baliza a comercialização para o arábica, os últimos sete dias (entre as quintas-feiras 08 e 15 de janeiro) foram de perdas. Já o robusta na Bolsa de Londres avançou. O mercado físico brasileiro acompanhou esta movimentação, com o arábica recuando no país e com o conilon/robusta tendo alta nas cotações.

 

Em NY, na mínima deste dia 15, de 350,60 centavos de dólar por libra-peso no contrato março, as cotações caíram aos níveis mais baixos em 10 dias. O mercado seguiu muito ligado às notícias sobre as tensões geopolíticas na América do Sul, após intervenção norte-americana na Venezuela e apreensões de que isso pudesse ocorrer também na Colômbia (segundo maior produtor de arábica do mundo). E também o mercado apreensivo com o clima no Brasil, com chuvas ainda irregulares em regiões produtoras, com vistas à safra de 2026.

 

Segundo o consultor de Safras & Mercado, Gil Barabach, a redução de tensão geopolítica na América do Sul, com temores atenuados em relação à Colômbia, sobretudo, e também o Brasil, pressionaram as cotações. Outro aspecto foram indicações de melhora no clima no Brasil, com mais chuvas e temperaturas mais amenas. “O dólar também reagiu frente às moedas mais fortes (DXY)”, citou o consultor.

 

No balanço da semana, o café arábica no fechamento para março em NY, entre os dias 08 e 15 de janeiro, caiu de 372,35 para 358,10 centavos de dólar por libra-peso, desvalorização de 3,8%.

 

Já o robusta em Londres no mesmo comparativo no contrato março subiu 1,9%. O robusta foi sustentado por ajustes técnicos e pelas indicações de que os produtores no Vietnã estão segurando a oferta, relutantes em vender, esperando melhores preços.

 

No mercado físico brasileiro, segundo Barabach, o produtor começa a aparecer timidamente para as negociações neste começo ainda de 2026. “A demanda externa anda cautelosa, com incerteza financeira. E a indústria doméstica está um pouco mais interessada, especialmente para o conilon e para o arábica mais fraco de qualidade”, avalia.

 

O café arábica bebida boa no sul de Minas Gerais no balanço entre 08 e 15 de janeiro caiu na base de compra de R$ 2.330,00 para R$ 2.270,00 a saca, baixa de 2,6%. Já o conilon, tipo 7, em Vitória, Espírito Santo, avançou 4,0%, de R$ 1.250,00 para R$ 1.300,00 a saca na base de compra. O conilon encontrou suporte no avanço das cotações do robusta em Londres e na melhor demanda por estes grãos.

 

Lessandro Carvalho (lessandro@safras.com.br) / Agência Safras News

 

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