Porto Alegre, 20 de fevereiro de 2026 – A semana registrou preços mais baixos tanto no quilo vivo quanto nos principais cortes de carne suína do atacado. Segundo o analista de Safras & Mercado, Allan Maia, o ambiente seguiu difícil para a carne no atacado, com sinalização de oferta confortável frente a demanda existente.
Maia explicou que este é um fator que tem levado a indústria a adotar tom de cautela nas tratativas envolvendo o animal vivo, sem espaço para recuperação.
“A tendência é de pouca mudança no curto prazo, com agentes avaliando o processo de descapitalização das famílias na segunda quinzena, as temperaturas elevadas e os preços enfraquecidos da concorrente carne de frango como fatores negativos a queda no consumo”, conclui.
Preços
Levantamento de Safras & Mercado apontou que a média de preços do quilo do suíno vivo no país caiu de R$ 6,67 para R$ 6,65 na semana. A média de preços pagos pelos cortes de pernil no atacado ficou em R$ 11,88 e a média da carcaça foi de R$ 10,29.
A análise de preços de Safras & Mercado apontou que a arroba suína em São Paulo seguiu em R$ 131,00. Na integração do Rio Grande do Sul, o quilo vivo permaneceu em R$ 6,55 e no interior do estado em R$ 7,00.
Em Santa Catarina, o preço do quilo na integração seguiu em R$ 6,55 e no interior catarinense recuou de R$ 6,80 para R$ 6,70. No Paraná, o preço do quilo vivo teve baixa de R$ 6,85 para R$ 6,80 no mercado livre e, na integração, continuou em R$ 6,60.
No Mato Grosso do Sul, a cotação em Campo Grande permaneceu em R$ 6,60 e, na integração, seguiu em R$ 6,30. Em Goiânia, os preços continuaram R$ 6,60. No interior de Minas Gerais, os preços tiveram estabilidade de R$ 6,60 e, no mercado independente, seguiu em R$ 6,80. Em Mato Grosso, o preço do quilo vivo em Rondonópolis caiu de R$ 6,70 para R$ 6,60 e, na integração do estado, permaneceu em R$ 6,20.
Exportações
As exportações de carne suína “in natura” do Brasil renderam US$ 134,811 milhões em fevereiro (10 dias úteis), com média diária de US$ 13,481 milhões. A quantidade total exportada pelo país no período chegou a 53,896 mil toneladas, com média diária de 5,389 mil toneladas. O preço médio ficou em US$ 2.501,3.
Em relação a fevereiro de 2025, houve avanço de 6,4% no valor médio diário, alta de 6,6% na quantidade média diária e perda de 0,2% no preço médio. Os dados são da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).
Pedro Carneiro (pedro.carneiro@safras.com.br) / Safras News
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