Porto Alegre, 9 de janeiro de 2026 – A semana registrou preços perto da estabilidade tanto no quilo vivo quanto nos principais cortes de carne suína do atacado. Segundo o analista de Safras & Mercado, Fernando Iglesias, a proteína perde muito apelo no primeiro trimestre do ano, em contraste com o período de festas em que a demanda fica aquecida.
“Historicamente é assim, a carne suína tem um movimento exatamente oposto em relação ao movimento da carne de frango. A descapitalização da população pesa e as temperaturas são muito altas, o que acaba inibindo o consumo da carne de porco”, explica o analista.
Além disso, Iglesias destaca que, no caso da carne suína em específico, o consumo no primeiro trimestre deve estar basicamente em embutidos. “A demanda deve ser difundida em produtos como presunto, mortadela, linguiça e salsicha, e não na carne de porco em si”, conclui.
Preços
Levantamento de Safras & Mercado apontou que a média de preços do quilo do suíno vivo no país teve caiu de R$ 8,00 para R$ 7,92 na semana. A média de preços pagos pelos cortes de pernil no atacado ficou em R$ 13,14 e a média da carcaça foi de R$ 12,37.
A análise semanal de preços de Safras & Mercado apontou que a arroba suína em São Paulo caiu de R$ 170,00 para R$ 167,00. Na integração do Rio Grande do Sul, o quilo vivo continuou em R$ 6,75 e no interior do estado caiu de R$ 8,59 para R$ 8,50.
Em Santa Catarina, o preço do quilo na integração seguiu em R$ 6,70 e no interior catarinense teve recuo de R$ 8,57 para R$ 8,40. No Paraná, o preço do quilo vivo teve queda de R$ 8,37 para R$ 8,35 no mercado livre e, na integração, continuou em R$ 6,90.
No Mato Grosso do Sul, a cotação em Campo Grande permaneceu em R$ 8,00 e, na integração, em R$ 6,70. Em Goiânia, os preços seguiram em R$ 8,20. No interior de Minas Gerais, os preços continuaram em R$ 8,50 e, no mercado independente, em R$ 8,70. Em Mato Grosso, o preço do quilo vivo em Rondonópolis teve estabilidade de R$ 8,00 e, na integração do estado, de R$ 7,20.
Exportações
As exportações de carne suína “in natura” do Brasil renderam US$ 300,686 milhões em dezembro (22 dias úteis), com média diária de US$ 13,667 milhões. A quantidade total exportada pelo país no período chegou a 118,606 mil toneladas, com média diária de 5,391 mil toneladas. O preço médio ficou em US$ 2.535,2.
Em relação a dezembro de 2024, houve avanço de 25,9% no valor médio diário, alta de 25,6% na quantidade média diária e ganho de 0,2% no preço médio. Os dados são da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).
Pedro Carneiro (pedro.carneiro@safras.com.br) / Safras News
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