Porto Alegre, 30 de junho de 2026 – A Bolsa de Mercadorias e Futuros de Nova York (ICE Futures US) para o café arábica encerrou as operações desta terça-feira com preços acentuadamente mais altos.
Os preços atingiram os patamares mais elevados em praticamente 5 meses, desde 03 de fevereiro, ante apreensões com a colheita no Brasil. O analista e consultor da Safras & Mercado, Gil Barabach, apontou que o mercado segue sustentado principalmente pelo atraso na colheita da safra do Brasil, maior produtor mundial de café arábica. Até 24 de junho, a colheita no Brasil estava 32% completa, ante 42% no mesmo período do ano passado e também abaixo da média dos últimos cinco anos, que é de 37%.
A preocupação do mercado agora está principalmente na qualidade dos grãos diante do excesso de chuvas. Ao mesmo tempo, os fundos estão elevando suas posições compradas em café arábica, se protegendo diante do fator clima (com o Brasil em pleno inverno, período propício a formação de geadas em partes da Região Sudeste). O fato é que a safra brasileira ainda não apareceu no mercado, com um trabalho mais lento de colheita e secagem por conta das chuvas. Ao mesmo tempo, a Colômbia dispõe de pouco café na safra intermediária (Mitaca), e os grãos colombianos, além de escassos, estão mais caros, neste momento, disse Barabach.
A queda nos estoques certificados em NY reforça o sentimento de aperto na oferta no curto prazo.
No balanço de junho, o contrato setembro acumulou uma alta de 14,6%. O trimestre fechou com elevação acumulada de 6,6%, enquanto no semestre o mercado acumulou perda de 7,2%.
Os contratos para entrega em setembro/2026 fecharam a 296,45 centavos de dólar por libra-peso, alta de 18,65 centavos, ou de 6,7%. A posição dezembro/2026 fechou a 282,10 centavos, elevação de 18,70 centavos, ou de 7,1%.
Lessandro Carvalho – lessandro@safras.com.br (Safras News)
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