A Bolsa de Mercadorias de Nova York (Ice Futures US) para o café arábica encerrou as operações desta terça-feira com preços acentuadamente mais altos.
As cotações subiram no dia com recuperação técnica após as recentes perdas. Cobertura de posições vendidas garantiu suporte, escorada na baixa do dólar contra o real e outras moedas.
Segundo o analista de Safras & Mercado, Gil Barabach, o sentimento segue bastante positivo em relação à safra brasileira, o que segue como aspecto baixista. A Cooxupé, maior cooperativa de café do Brasil, projeta receber cerca de 6,8 milhões de sacas na safra 2026, volume 12% superior ao da temporada passada. Além disso, o visual das lavouras segue positivo, com boa carga, reforçando essa percepção otimista, que já se reflete na curva de preços.
A tensão no Oriente Médio e as notícias sobre um possível acordo de cessar-fogo continuam no radar. Caso se confirme, tende a retirar o prêmio financeiro dos preços e trazer novamente os fundamentos para o centro da análise que, no caso do café, são mais baixistas diante da expectativa de uma grande safra no Brasil em 2026, assinalou Barabach.
No balanço de março, o contrato maio acumulou alta de 6,3%. Já o primeiro trimestre encerra com queda acumulada de 10,5% para a posição maio.
Os contratos com entrega em maio/2026 do café arábica fecharam a sessão a 298,35 centavos de dólar por libra-peso, alta de 5,80 centavos, ou de 2,0%. No fechamento, julho/2026 teve cotação de 290,80 centavos, valorização de 4,20 centavos, ou de 1,5%.
Lessandro Carvalho – lessandro@safras.com.br (Safras News)
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