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Bolsa fecha em alta com melhora externa em dia de pregão morno; dólar sobe

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São Paulo -Após oscilar bastante, a Bolsa conseguiu terminar a sessão em leve alta com melhora no exterior. O pregão foi morno e marcado por exercício de opções sobre ações e uma agenda de indicadores vazia. Os papéis de peso fecharam no positivo, com destaque para Petrobras em dia volátil. Na semana, o Ibovespa acumulou ganhos de 2,63%.

A Petrobras (PETR3 e PETR4) subiu 1,61% e 1,54%. Vale (VALE3) registrou alta de 0,36% e Itaú (ITUB4) avançou 0,21%. O destaque positivo ficou para Marfrig (MRFG3) com ganho de 6,80% e negativo para Automob (AMOB3) com queda de 10%.

O principal índice da B3 subiu 0,29%, aos 132.344,88 pontos. O Ibovespa futuro com vencimento em abril avançou 0,04%, aos 133.285 pontos. O giro financeiro foi de R$ 33 bilhões. Em Nova York, os índices fecharam em leve alta.

Ubirajara Silva, gestor de renda variável independente, diz que o Ibovespa está “oscilando bastante, mas não está saindo do lugar. O exercício de opções influencia o mercado na sessão de hoje. A impressão que dá é que ficou todo mundo fora da festa, e agora ninguém sabe o que fazer. O mercado apanhou, não pegou essa alta e agora está com medo de comprar e de vender. Acho que passando o exercício de opções o mercado volta a operar de um jeito mais racional”.

Bruna Sene, analista de renda variável da Rico, afirma que o Ibovespa tem volatilidade em dia de agenda esvaziada de indicadores e vencimento de opções sobre ações.

“Em dia de exercício de opção o pregão é mais volátil, e hoje não tem notícia nova. A agenda está vazia e o mercado ainda digere as decisões de política monetária [da semana, Copom e Fed], e fica de olho nas implicações que a política tarifária do Trump [Donald Trump] pode gerar na economia americana”.

Bruna diz que “o Ibovespa devendo uma correção no curtíssimo prazo, tem resistência importante de 134 mil pontos e está próximo do topo histórico de 137.528 pontos. Para os próximos dias, a analista da Rico acredita que o mercado deve ser mais morno devido à agenda esvaziada. O movimento de realização é esperado por conta das fortes altas dos últimos dias”.

A recuperação de Petrobras e bancos está ajudando o índice, mas Bruna ressalta que “as ações da Vale, Petrobras e os principais bancos devem ter volatilidade por conta do movimento de opções porque são as ações mais negociadas”.

No mercado de câmbio, o dólar comercial fechou em alta de 0,69%, cotado a R$ 5,7157. A moeda refletiu, ao longo da sessão, o temor de que os Estados Unidos apresentam uma brusca desaceleração da economia. Na semana, a divisa estadunidense valorizou 0,33%.

Para o sócio da Ethimos Investimentos Lucas Brigato, o movimento de hoje ainda reflete as decisões de política monetária no Brasil e, especialmente, nos Estados Unidos: “Existe receio que aconteça uma estagflação por lá”, opina.

“Parece mais um teste no pullback, depois de quedas em sequência. Semana ainda deve fechar positiva pro real. No radar fica a política tarifária americana e o que se esperar (ou não) do nosso fiscal”, complementa Brigato.

Assim como o dólar, as taxas dos contratos futuros de Depósitos Interfinanceiros (DIs) fecharam em alta. O movimento de hoje ficou atrelado à alta do dólar. A sessão foi marcada pela agenda esvaziada e cautela que antecede o final de semana.

Por volta das 16h37 (horário de Brasília), o DI para janeiro de 2026 tinha taxa de 14,960% de 14,865% no ajuste anterior; o DI para janeiro de 2027 projetava taxa de 14,780%, de 14,695%, o DI para janeiro de 2028 ia a 14,560%, de 14,445%, e o DI para janeiro de 2029 com taxa de 14,545% de 14,440% na mesma comparação.

No exterior, os principais índices do mercado de ações dos Estados Unidos fecharam o pregão em alta, evitando uma quinta semana consecutiva de perdas causadas pela turbulência na política comercial, temores de recessão e queda nas ações de tecnologia de megacapitalização.

Confira abaixo a variação e a pontuação dos índices de ações dos Estados Unidos após o fechamento:

Dow Jones: +0,08%, 41.985,35 pontos
Nasdaq 100: +0,52%, 17.784,1 pontos
S&P 500: +0,08%, 5.667,56 pontos

 

Paulo Holland e Darlan de Azevedo / Safras News

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