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BCE eleva juros pela primeira vez em quase três anos e lidera resposta global à nova onda inflacionária

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porto Alegre, 11 de junho de 2026 – O Banco Central Europeu (BCE) elevou sua taxa básica de juros para 2,25%, ante 2,0%, marcando o primeiro aumento em quase três anos e tornando-se o primeiro grande banco central das economias desenvolvidas a apertar a política monetária em resposta à aceleração da inflação provocada pela guerra no Oriente Médio. As informações são da agência Dow Jones. A taxa Refi foi elevada de 2,15% para 2,4% ao ano.

 

A decisão era amplamente esperada pelo mercado e reflete o impacto da prolongada interrupção do tráfego pelo Estreito de Ormuz, que elevou os preços da energia e levou a inflação da zona do euro para acima de 3%. Os investidores já apostam em pelo menos mais uma alta de juros por parte da autoridade monetária europeia até o fim deste ano.

 

O movimento coloca o BCE à frente de seus pares. O Federal Reserve (Fed) deve manter os juros inalterados na reunião da próxima semana, a primeira sob a presidência de Kevin Warsh, enquanto o Banco da Inglaterra (BoE) também tende a preservar sua taxa básica. Já o Banco do Japão (BoJ) é visto como candidato a iniciar um ciclo de aperto monetário nos próximos dias.

 

Projeções

 

O Banco Central Europeu (BCE) revisou para cima suas projeções de inflação para os próximos anos e reduziu as estimativas de crescimento econômico da zona do euro, refletindo os impactos do choque energético provocado pela guerra no Oriente Médio e pela interrupção prolongada do tráfego no Estreito de Ormuz.

Para 2026, o BCE elevou sua previsão de inflação para 3,0%, ante 2,6% na projeção divulgada anteriormente. A estimativa para 2027 também foi revisada para cima, de 2,0% para 2,3%. Já para 2028, a projeção foi reduzida ligeiramente, de 2,1% para 2,0%, alinhando-se à meta oficial da instituição.

 

No caso do núcleo da inflação, que exclui alimentos e energia, a autoridade monetária também promoveu revisões altistas. A projeção para 2026 passou de 2,3% para 2,5%, enquanto a estimativa para 2027 subiu de 2,2% para 2,5%. Para 2028, a previsão avançou de 2,1% para 2,2%.

 

Ao mesmo tempo, o BCE reduziu suas perspectivas para a atividade econômica. A previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) da zona do euro em 2026 foi reduzida de 0,9% para 0,8%. Para 2027, a projeção caiu de 1,3% para 1,2%. Apenas a estimativa para 2028 foi revisada para cima, de 1,4% para 1,5%.

 

Segundo o BCE, os riscos para a inflação permanecem inclinados para cima, enquanto os riscos para o crescimento econômico seguem predominantemente negativos.

 

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