Porto Alegre, 15 de outubro de 2026 – Os contratos futuros da soja fecharam em baixa na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), nesta quinta-feira, acumulando quatro sessões consecutivas de perdas. O avanço da colheita nos Estados Unidos e o fraco desempenho do esmagamento americano em setembro colocaram os preços nos menores níveis em sete semanas, apesar da demanda chinesa.
O cenário fundamental combina aumento da oferta de uma safra que promete ser recorde nos Estados Unidos com a perspectiva de ampla produção esperada também no Brasil.
A Conab projeta uma produção brasileira de 181,616 milhões de toneladas em 2026/27. A safra deve crescer 0,7% em relação à temporada anterior, com aumento de 1,4% na área plantada, para 49,3 milhões de hectares.
Além disso, a Associação Norte-Americana dos Processadores de Óleos Vegetais (Nopa) informou que o esmagamento de soja atingiu 196,3 milhões de bushels em setembro, ante 205,456 milhões no mês anterior. A expectativa do mercado era de 203,74 milhões. Em setembro de 2025, foram 197,863 milhões de bushels. O número de setembro foi o menor em 13 meses.
Compradores estatais da China adquiriram entre 10 e 13 cargas de soja dos Estados Unidos durante a noite, na segunda rodada de compras em grande escala desde o encontro entre o presidente norte-americano, Donald Trump, e o presidente chinês, Xi Jinping, em setembro, disseram três fontes comerciais à Reuters nesta quinta-feira (15).
As compras desta semana somam entre 18 e 23 cargas, equivalentes a aproximadamente 1,2 milhão a 1,5 milhão de toneladas de soja norte-americana, segundo cálculos da Reuters. Com as novas compras, a China se aproxima da meta de adquirir 25 milhões de toneladas de soja dos Estados Unidos no ano comercial 2026/27, anunciada pela Casa Branca. Até o momento, as aquisições somam cerca de 15 milhões de toneladas.
Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com baixa de 14,25 centavos de dólar ou 1,11%, a US$ 12,63 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 12,77 3/4 por bushel, com retração de 14,25 centavos de dólar ou 1,10%.
Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com baixa de US$ 4,70 ou 1,28% a US$ 359,80 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 67,15 centavos de dólar, com ganho de 0,09 centavo ou 0,13%.
Dylan Della Pasqua / Agência Safras
Copyright 2026
TUDO SOBRE O AGRONEGÓCIO
GLOBAL EM UM SÓ LUGAR




