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Ata do BCE vê zona do euro com crescimento resiliente, inflação dentro da meta e descarta mais cortes ou possíveis altas

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Na ata da reunião do Banco Central Europeu (BCE) dos dias 17 e 18 de dezembro de 2025, os membros do Conselho foram unânimes em manter inalteradas as três principais taxas de juros. A avaliação atualizada confirmou que a inflação deve se estabilizar em torno da meta de 2% no médio prazo, enquanto os dados recentes indicam que a economia permanece resiliente. “As projeções de dezembro reforçaram a confiança nesse cenário, com crescimento mais forte do que o previsto anteriormente, impulsionado pela demanda interna, desemprego em mínimas históricas e uma perspectiva de inflação considerada confortável”, diz um trecho da ata.

Apesar do ambiente global desafiador e mais incerto que o normal, o BCE afirma ter entendido que o nível atual das taxas oferece flexibilidade suficiente para reagir a choques, considerando riscos inflacionários em ambas as direções. Isso permite uma postura paciente, sem que isso signifique hesitação ou viés assimétrico. “Do ponto de vista da política monetária, o BCE avaliou estar bem posicionado, embora tenha ressaltado que essa posição não deve ser interpretada como estática”, continua o documento.

Manutenção da inflação dentro da meta

O Conselho do banco reiterou seu compromisso com a estabilização da inflação em 2% no médio prazo e reforçou que as decisões futuras continuarão sendo guiadas pelos dados, reunião a reunião, sem compromisso prévio com uma trajetória específica de juros. “Diante da elevada incerteza e de riscos inéditos, a orientação deve permanecer prudente, evitando sinais sobre a direção do próximo movimento ou a existência de viés de aperto ou afrouxamento”.

O debate também abordou estratégias futuras, destacando a necessidade de monitorar atentamente inflação de serviços, salários, núcleo da inflação, investimento, consumo e a transmissão da política monetária. Houve visões divergentes: alguns membros apontaram para riscos de inflação persistentemente abaixo da meta e fragilidade da recuperação, defendendo cautela e até uma inclinação mais dovish; outros ressaltaram fatores estruturais, como produtividade e inteligência artificial, que podem afetar a taxa neutra de juros de forma ambígua.

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