Porto Alegre, 30 de janeiro de 2026 – O mercado físico do boi gordo se aproxima do final de janeiro registrando preços firmes para a arroba. De acordo com o analista de Safras & Mercado, Fernando Iglesias, após um começo de mês instável, diante das notícias envolvendo as salvaguardas chinesas, o mercado processou as mudanças com o estabelecimento de cotas de importação ao Brasil e outros países e se recuperou.
Conforme Iglesias, ao longo do mês o boi gordo retomou sua trajetória natural de alta nas cotações, influenciado pela demanda aquecida na exportação e a baixa disponibilidade de oferta de gado para abate. “Assim, o mercado deve fechar janeiro com preços firmes em praticamente todas as praças de comercialização do Brasil”, pontua.
Os valores do boi gordo, na modalidade a prazo, estavam assim no dia 29 de janeiro:
* São Paulo (Capital) – R$ 330,00 a arroba, alta de 3,13% em relação aos R$ 320,00 praticados no final de dezembro.
* Goiás (Goiânia) – R$ 315,00 a arroba, aumento de 0,64% frente aos R$ 313,00 registrados no encerramento do mês passado.
* Minas Gerais (Uberaba) – R$ 320,00 a arroba, avanço de 1,59% frente aos RS 315,00 praticados no fechamento do mês anterior.
* Mato Grosso do Sul (Dourados) – R$ 315,00 a arroba, sem alterações frente ao preço registrado no final do mês passado.
* Mato Grosso (Cuiabá) – R$ 310,00 a arroba, valorização de 3,33% ante os R$ 300,00 praticados no encerramento do mês passado.
* Rondônia (Vilhena) – R$ 280,00 a arroba, similar ao preço registrado no final do mês passado.
Atacado
No mercado atacadista, Iglesias sinaliza que o mês foi pautado também por uma recuperação dos preços pagos pelos cortes do dianteiro e do traseiro bovinos. O quarto do dianteiro foi precificado a R$ 18,00 por quilo, avanço de 3,15% frente aos R$ 17,45 por quilo praticados no final do mês passado. Já os cortes do traseiro bovino foram cotados a R$ 26,00 por quilo, aumento de 2,36% perante os R$ 25,40 por quilo registrados no final do mês anterior.
Exportações
As exportações de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada do Brasil renderam US$ 1,024 bilhão em janeiro até o momento (16 dias úteis), com média diária de US$ 64,057 milhões. A quantidade total exportada pelo país chegou a 183,783 mil toneladas, com média diária de 11,486 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 5.576,80.
Em relação a janeiro de 2025, houve alta de 55,4% no valor médio diário da exportação, ganho de 40,1% na quantidade média diária exportada e avanço de 10,9% no preço médio. Os dados foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.
Arno Baasch (arno@safras.com.br) / Safras News
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