Porto Alegre, 23 de março de 2026 – A Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE Futures) para o algodão fechou com cotações levemente mais baixas.
Os contratos com entrega em maio fecharam a 67,18 centavos de dólar por libra-peso, queda de 0,13 centavo, ou de 0,19%. Julho fechou a 69,31 centavos (-0,02%).
Os futuros do algodão foram pressionados pela forte queda do petróleo, invertendo os ganhos intradiários.
Por outro lado, a fraqueza do dólar e os dos mercados de ações, com o adiamento de potenciais ataques dos EUA ao Irã, aumentam o apetite por risco, dando sustentação às cotações, evitando perdas mais significativas.
Um dólar mais fraco torna o algodão cotado em dólares mais barato para compradores estrangeiros.
O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou que não atacará a estrutura de poder iraniana e isso parece ter realmente impulsionado o mercado de ações, o que também está ajudando o mercado de algodão, disse Jack Scoville, vice-presidente do Price Futures Group.
Os principais índices de Wall Street abriram em alta na segunda-feira, depois que o presidente dos EUA, Donald Trump, disse que ordenaria aos militares o adiamento de ataques contra usinas de energia e infraestrutura energética iranianas.
A empresa de pesquisa BMI afirmou em nota que espera que os preços do algodão nos EUA fiquem em média entre 68 e 70 centavos de dólar por libra no segundo trimestre, impulsionados por uma maior competitividade em relação às fibras sintéticas derivadas do petróleo e por uma perspectiva mais fraca para a safra de 2026/27.
Na semana passada, o relatório semanal de vendas para exportação do Departamento de Agricultura dos EUA mostrou que as vendas líquidas de algodão upland para 2025/26 caíram 22%, para 196.700 fardos, em comparação com a semana anterior.
Dados divulgados na sexta-feira mostraram que os especuladores de algodão da ICE passaram a ter uma posição líquida comprada de 3.561 contratos na semana encerrada em 17 de março.
As informações partem da Reuters.
Fábio Rübenich (fabio@safras.com.br) / Safras News
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