Porto Alegre, 20 de outubro de 2026 – A Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE Futures) para o algodão fechou com preços mais altos.
Os contratos com entrega em dezembro/2026 fecharam o dia a 80,88 centavos de dólar por libra-peso, alta de 0,75 centavo, ou de 0,93%. Março/2027 fechou a 84,18 centavos, alta de 0,75 centavo, ou de 0,89%.
A fraqueza do dólar ante outras divisas, fator que beneficia as commodities cotadas na moeda norte-americana, puxou as cotações futuras do algodão no dia.
Por outro lado, a queda do petróleo limitou maiores ganhos para o mercado, pois reduz a competitividade da fibra natural em relação às sintéticas.
O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou dados sobre as condições das lavouras americanas de algodão. Segundo o USDA, até 18 de outubro, 35% estavam entre boas e excelentes, 28% em situação regular e 37% em condições entre ruins e muito ruins. Na semana anterior (11 de outubro), eram 34%, 30% e 36%, respectivamente.
O Comitê Internacional do Algodão (Icac) projeta que a produção mundial da fibra totalizará 25,817 milhões toneladas na temporada 2026/2027, ante 26,942 milhões na safra 2025/26, conforme a estimativa de setembro divulgada pela entidade.
O consumo mundial de algodão deve totalizar 25,999 milhões de toneladas na safra 2026/2027. Para 2025/2026, foram 25,815 milhões de toneladas.
As exportações para 2026/2027 foram projetadas em 9,708 milhões de toneladas, ante 9,935 milhões da temporada 2025/2026.
Já os estoques finais para 2026/2027 foram previstos em 17,638 milhões de toneladas. Na temporada 2025/26, o número foi de 17,821 milhões de toneladas.
Fabio Rubenich – fabio@safras.com.br (Agência Safras)
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