Porto Alegre, 22 de outubro de 2026 – A Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE Futures US) para o açúcar bruto encerrou o pregão eletrônico com cotações mais baixas.
Os contratos com entrega em março/2027 encerraram o dia a 20,13 centavos de dólar por libra-peso, perda de 0,32 centavo (-1,56%) em relação ao fechamento anterior. A posição maio/2027 fechou cotada a 19,52 centavos (-1,5%).
Em sessão volátil, os futuros do açúcar passaram a cair pressionados pela desvalorização do real ante o dólar, um fator que estimula as exportações do Brasil, maior produtor mundial, batendo em mínimas de duas semanas.
O mercado mantém uma postura de consolidação depois de atingir um pico de 19 meses na última semana, quando a posição março foi a 21,29 centavos, mas vai sendo pressionado por liquidação de posições compradas.
O relatório semanal de Compromisso dos Traders (Commitment of Traders – COT) da última sexta-feira mostrou que os fundos aumentaram suas posições compradas em açúcar em Nova Iorque em 16.184 na semana encerrada em 13 de outubro, para uma posição comprada líquida de 228.743, a maior em mais de cinco anos.
Os preços do açúcar começaram a sofrer pressão de baixa na segunda-feira, quando o governo indiano ordenou que as distribuidoras estatais de combustíveis parassem de comprar etanol de cana-de-açúcar a partir de 1º de novembro.
Os futuros do açúcar dispararam neste mês, acompanhando a valorização do petróleo, o que incentiva as usinas a aumentar a produção de etanol biocombustível à base de cana-de-açúcar em detrimento da produção de açúcar. Paralelamente, espera-se que as chuvas excessivas associadas ao fenômeno El Niño persistam no Brasil, prejudicando a colheita da cana e reduzindo o teor de sacarose.
Com informações da Reuters e Barchart.
Fábio Rübenich (fabio@safras.com.br) – Agência Safras
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