São Paulo, 19 de outubro de 2026 – As instituições financeiras ouvidas pelo Banco Central (BC) na pesquisa Focus mantiveram em 5,22% a previsão para a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2026. A meta para a inflação no período é de 3,00%.
A previsão de inflação nos preços administrados – que são controlados por contrato ou pelo poder público – diminuiu de 4,89% para 4,84%, enquanto a projeção para a inflação medida pelo Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) caiu de 5,27% para 5,26%.
Para 2027, as instituições financeiras elevaram de 4,30% para 4,32% a previsão para a inflação medida pelo IPCA. A meta para a inflação no período é de 3,00%.
A previsão de inflação nos preços administrados em 2027 aumentou de 3,84% para 3,86%, enquanto a projeção para a inflação medida pelo IGP-M caiu de 4,11% para 4,00%.
As instituições reduziram de 1,85% para 1,83% a previsão para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026. A projeção para 2027 diminuiu de 1,40% para 1,32%.
O BC estima que a economia brasileira crescerá 1,8% em 2026, segundo a edição mais recente do Relatório de Política Monetária (RPM), publicada em setembro.
Selic e câmbio
A pesquisa manteve em 13,25% a previsão para a taxa básica de juros (Selic) ao final de 2026. Atualmente, ela está em 13,75%, o que significa que o mercado espera um corte de 0,50 ponto porcentual (pp) até o final do ano. Há quatro semanas, a estimativa para a Selic ao fim de 2026 estava em 13,50%. Para 2027, a estimativa para a taxa Selic manteve-se em 12,00%.
A projeção para a taxa de câmbio em 2026 diminuiu de R$ 5,15 para R$ 5,13 por dólar, enquanto a estimativa para 2026 caiu de R$ 5,26 para R$ 5,22 por dólar. Há quatro semanas, a previsão para 2026 era de R$ 5,20, enquanto a previsão para 2026 estava em R$ 5,28.
Copyright 2026

