Porto Alegre, 16 de outubro de 2026 – O mercado brasileiro de milho deve encerrar a semana com poucas negociações. Ainda em um ambiente de lentidão, os agentes atuam de maneira cautelosa nos negócios. No cenário internacional, a Bolsa de Chicago opera em baixa, enquanto o dólar cai frente ao real.
O mercado brasileiro de milho apresentou um ambiente de negócios lento no decorrer do dia, mantendo um viés negativo para os preços. Os consumidores voltaram a adotar uma postura tranquila nas negociações, buscando lotes pontuais apenas. Parte dos compradores segue apostando na continuidade do movimento de queda das cotações no curto prazo, enquanto o bom nível de abastecimento contribui para sustentar essa estratégia de compra. Atenções também para os movimentos dos futuros do milho, que estão pressionados, e para a paridade de exportação enfraquecida.
No câmbio, há expectativa de aumento da volatilidade no curto prazo diante das especulações envolvendo o cenário eleitoral.
Por outro lado, produtores avançam gradativamente na fixação de volumes. No entanto, em muitas regiões, os níveis pedidos pelos vendedores permanecem distantes das indicações de compra, o que restringe a fluidez dos negócios e mantém o mercado travado.
No Porto de Santos, o preço ficou entre R$ 65,00/68,50 a saca (CIF). Já no Porto de Paranaguá, cotação entre R$ 64,00/68,00 a saca.
No Paraná, a cotação ficou em R$ 56,00/60,00 a saca em Cascavel. Em São Paulo, preço de R$ 60,00/62,00 na Mogiana. Em Campinas CIF, preço de R$ 66,00/67,00 a saca.
No Rio Grande do Sul, preço ficou em R$ 69,00/71,00 a saca em Erechim. Em Minas Gerais, preço em R$ 62,00/65,00 a saca em Uberlândia. Em Goiás, preço esteve em R$ 55,00/60,00 a saca em Rio Verde – CIF. No Mato Grosso, preço ficou a R$ 52,00/55,00 a saca em Rondonópolis.
CHICAGO
* Os contratos com vencimento em dezembro de 2026 operaram cotados a US$ 4,76 1/4 por bushel, queda de 1,75 centavo, ou 0,36% em relação ao fechamento anterior.
* O mercado foi pressionado pelo avanço da colheita nos Estados Unidos, que alcançou 33% da área até domingo, segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). O tempo mais seco permitiu que os produtores recuperassem parte dos atrasos provocados pelas chuvas em setembro. A desvalorização do petróleo em Nova York contribuiu com este cenário.
* Conforme a Reuters, as precipitações registradas nesta semana voltaram a interromper os trabalhos no campo, mas as previsões indicam o retorno de condições mais secas nos próximos dias, o que pode favorecer a retomada da colheita.
* Ontem (15), os contratos de milho com entrega em dezembro fecharam a US$ 4,78, baixa de 2,75 centavos, ou 0,57% em relação ao fechamento anterior. Os contratos de milho com entrega em março fecharam a US$ 4,91, recuo de 3,25 centavos, ou 0,65% em relação ao fechamento anterior.
CÂMBIO
* O dólar comercial registra baixa de 0,20%, a R$ 5,0782. O Dollar Index registra com recuo de 0,75%, a 101.778 pontos.
INDICADORES FINANCEIROS
* As principais bolsas na Europa operam com índices altos. Paris, + 0,36%. Frankfurt, + 1,06%. Londres, + 0,07%.
* As principais bolsas da Ásia operaram altas. Xangai, + 0,24%. Japão, + 1,39%.
* O petróleo opera em baixa. Novembro do WTI em NY: US$ 97,73 o barril (-0,24%).
AGENDA
16:00 – Dados de evolução das lavouras do Mato Grosso – IMEA.
Pedro Diniz Carneiro – pedro.carneiro@safras.com.br (Agência Safras)
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