Porto Alegre, 14 de outubro de 2026 – O Índice de Preços ao Consumidor (CPI, na sigla em inglês) dos Estados Unidos teve alta de 0,6% em setembro, na comparação com agosto. O número veio dentro do consenso do mercado, que era de +0,6%. Na comparação com setembro de 2025, o CPI teve elevação de 3,7%, um pouco acima da projeção do mercado, que era de 3,6%.
O CPI sem alimentação e Energia subiu 0,3%, acima do esperado (0,2%). O núcleo do indicador teve alta de 2,6% sobre o ano anterior. O indicador para energia teve alta de 5,2% e o índice para alimentos ficou inalterado%. Os números foram divulgados há pouco pelo governo americano.
Segundo a agência Dow Jones, a aceleração da inflação reforça as preocupações com a persistência das pressões sobre os preços na economia norte-americana, em um momento em que o Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) passou a concentrar seus esforços no combate à inflação, após um período de maior atenção ao mercado de trabalho.
Um dos fatores que contribuem para a persistência da inflação acima da meta do banco central é a resistência do consumo das famílias norte-americanas. Sustentados pelo desemprego relativamente baixo e pela valorização do mercado acionário, os consumidores continuam gastando, apesar da elevação dos preços.
Outro fator que contribui para a elevação dos preços é a expansão dos investimentos em infraestrutura de inteligência artificial (IA), especialmente na construção de centros de processamento de dados. O aumento da demanda por semicondutores e outros equipamentos tecnológicos tem pressionado os custos desses produtos.
Nesse contexto, a combinação de consumo resistente, custos elevados de energia, restrições de oferta e investimentos intensivos em tecnologia poderá dificultar o retorno da inflação à meta do Fed, mantendo a atenção dos mercados sobre a trajetória dos juros norte-americanos.
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