Porto Alegre, 13 de outubro de 2026 – A Rural Clima prevê chuvas mais generalizadas nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste do Brasil nos próximos cinco dias, com avanço das precipitações para áreas produtoras de soja. Segundo o agrometeorologista Marco Antonio dos Santos, os modelos europeu e americano indicam volumes expressivos, embora os maiores acumulados devam continuar concentrados no Sul. No Matopiba, as chuvas devem retornar de forma irregular no fim de semana, com melhora a partir da próxima semana.
As precipitações recentes foram intensas no Paraná, em Santa Catarina, no Paraguai e em Mato Grosso do Sul. Para esta terça-feira, a previsão ainda indica chuvas no Paraná, em Mato Grosso do Sul e em partes de São Paulo. Ao longo da semana, uma frente fria deve avançar e organizar áreas de instabilidade, levando precipitações também a regiões do Centro-Oeste e do Sudeste.
De acordo com Santos, os três modelos meteorológicos analisados apontam para a continuidade das chuvas nos próximos dias, incluindo áreas produtoras de soja em Rondônia, Mato Grosso e outras regiões centrais do país. O cenário pode favorecer produtores que pretendem iniciar ou dar continuidade ao plantio da oleaginosa.
O principal ponto de atenção permanece no Matopiba, que engloba áreas do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia. Nessas regiões, as precipitações devem ocorrer de maneira mais irregular no fim de semana, com tendência de maior regularidade depois do dia 20.
Para novembro, a perspectiva é de chuvas mais regulares pelo menos durante a primeira quinzena, mas períodos curtos de estiagem não estão descartados. Segundo o agrometeorologista, a partir da segunda metade do mês, algumas regiões poderão registrar intervalos de até dez dias entre precipitações, acompanhados de temperaturas elevadas.
Os modelos de anomalia climática também indicam possibilidade de chuvas abaixo da média em partes do Brasil em dezembro e durante o verão. Santos ressaltou, porém, que ainda não há indicação de que esses períodos mais secos necessariamente provoquem grandes impactos, embora o cenário exija atenção dos produtores diante da influência do El Niño.
Pedro Diniz Carneiro – pedro.carneiro@safras.com.br (Agência Safras)
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