Porto Alegre, 9 de outubro de 2026 – O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de setembro foi de 0,82%, 1,14 ponto percentual (p.p.) acima do -0,32% registrado em agosto. O mercado previa alta de 0,73%. No ano, o IPCA acumula alta de 3,95% e, nos últimos 12 meses, o índice ficou em 4,58%, acima dos 4,22% dos 12 meses imediatamente anteriores. Analistas esperavam avanço de 4,5%. Em setembro de 2025, a variação havia sido de 0,48%.
Todos os grupos de produtos e serviços pesquisados apresentaram variação positiva em setembro. Habitação registrou a maior alta e impacto (2,31% e 0,35 p.p.), seguido de Transportes (0,89%) e Alimentação e bebidas (0,83%).
Com o fim da incorporação do Bônus de Itaipu, creditado nas faturas emitidas no mês de agosto, a energia elétrica residencial, do grupo Habitação (2,31%), subiu 7,98% em setembro, destacando-se como o principal impacto individual no índice do mês (0,32 p.p.). Ressalta-se a continuidade da vigência da bandeira tarifária amarela, que adiciona R$ 1,885 na conta de luz a cada 100 Kwh consumidos.
Além disso, houve a incorporação dos seguintes reajustes tarifários: 6,63% em Belém (7,05%) desde 18 de setembro; 5,42% em São Luís (12,84%) a partir de 28 de agosto e 6,89% em Vitória (10,85%), a partir de 7 de agosto. Em Rio Branco (3,41%) e Fortaleza (1,57%), as tarifas foram reduzidas em, respectivamente, 5,20% e 6,65%, a partir de 26 de agosto, em razão da incorporação de recursos da repactuação do Uso de Bem Público (UBP), aprovado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).
Ainda em Habitação destaca-se, também, a variação de 0,05% no gás encanado, em função dos reajustes nas tarifas de 10,21% e 1,80% em Curitiba (0,29%) e no Rio de Janeiro (0,05%), respectivamente, ambos a partir de 1º de agosto. A taxa de água e esgoto (0,13%) reflete o reajuste de 6,94% em Vitória (6,94%), vigente desde 1º de setembro.
A variação do grupo Transportes (0,89%) reflete, além da alta de 9,66% das passagens aéreas, a variação positiva de 1,41% nos combustíveis, com a subida nos preços do etanol (3,16%), do óleo diesel (1,69%), da gasolina (1,21%) e do gás veicular (0,10%). O subitem táxi (0,20%) considera o reajuste de 8,42% nas tarifas em Belo Horizonte (1,97%), vigente desde 08 de agosto.
O grupo Alimentação e bebidas apresentou variação positiva de 0,83% em setembro, após três recuos consecutivos. A alimentação no domicílio subiu 0,96% devido às altas do tomate (37,76%), da batata-inglesa (24,07%), da cebola (10,14%), do arroz (4,56%) e das carnes (0,63%). No lado das quedas, destacam-se o frango inteiro (-1,96%), frango em pedaços (-1,41%) e as frutas (-1,12%).
A alimentação fora do domicílio acelerou de 0,36% em agosto para 0,48% em setembro, com a refeição saindo de 0,18% para 0,49% e o lanche desacelerando de 0,62% para 0,47%, no mesmo período.
Em relação aos índices regionais, a maior variação (1,08%) ocorreu em Vitória, por conta da alta da energia elétrica residencial (10,85%) e do tomate (43,19%). Já a menor variação ocorreu em Rio Branco (0,53%), em função dos recuos da passagem aérea (-14,13%) e do ovo de galinha (-7,40%).
As informações são do IBGE.
Revisão: Rodrigo Ramos (rodrigo@safras.com.br) / Agência Safras News
Copyright 2026

