Porto Alegre, 2 de outubro de 2026 – Em agosto de 2026, a produção industrial recuou 0,6% frente a julho, eliminando a variação positiva de 0,1% verificada em julho, quando interrompeu dois meses consecutivos de queda na produção. O mercado previa alta mensal de 0,3%, Em relação a agosto de 2025, a indústria teve queda de 1,2% e intensificou a taxa negativa registrada em julho de 2026 (-0,5%), quando interrompeu a sequência de quatro meses de resultados positivos. O mercado esperava avanço de 0,6%. O acumulado no ano mostrou expansão de 0,8%, enquanto nos últimos 12 meses, avançou 0,6%.
Na passagem de julho para agosto, as quatro grandes categorias econômicas e 16 dos 25 ramos industriais pesquisados registraram queda na produção. Entre as atividades, as influências negativas mais importantes foram assinaladas por produtos do fumo (-23,4%), interrompendo quatro meses seguidos de expansão na produção, período em que acumulou crescimento de 32,5%; produtos farmoquímicos e farmacêuticos (-5,5%), eliminando o avanço de 3,0% de julho; e indústrias extrativas (-0,7%), quarto resultado negativo consecutivo e acumulando perda de 4,7% neste período. Outros impactos negativos relevantes sobre o total da indústria vieram de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-4,0%), produtos de borracha e de material plástico (-1,8%), confecção de artigos do vestuário e acessórios (-3,3%), coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-0,4%), produtos de metal (-1,6%) e outros equipamentos de transporte (-2,9%).
Por outro lado, entre as nove atividades que mostraram avanço na produção em agosto de 2026, a de produtos alimentícios (1,0%) exerceu a principal influência positiva na média da indústria, marcando, desta forma, a segunda taxa positiva consecutiva e acumulando crescimento de 2,2% neste período. Vale destacar também as contribuições positivas registradas pelos setores de produtos diversos (8,4%), de produtos químicos (0,9%) e de metalurgia (0,8%).
Entre as grandes categorias econômicas, ainda na comparação com julho, bens de consumo semi e não duráveis (-1,7%) e bens de consumo duráveis (-1,0%) registraram os recuos mais elevados em agosto de 2026, com a primeira eliminando o avanço de 0,2% verificado em julho último, quando interrompeu três meses consecutivos de queda na produção, período em que acumulou perda de 5,4%; e a segunda devolvendo parte da expansão de 3,4% verificada no mês anterior. Os setores produtores de bens de capital (-0,6%) e de bens intermediários (-0,2%) também assinalaram taxas negativas em agosto de 2026, com o primeiro voltando a recuar após crescer 1,0% em julho de 2026, quando interrompeu três meses consecutivos de queda, período em que acumulou redução de 2,0%; e o segundo acumulando perda de 2,3% em quatro meses seguidos de recuo na produção.
As informações são do IBGE.
Revisão: Rodrigo Ramos – rodrigo@safras.com.br (Agência Safras)
Copyright 2026

