Porto Alegre, 29 de setembro de 2026 – A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o trigo encerrou a sessão com preços mais predominantemente mais altos. O mercado foi sustentando por um movimento de recuperação técnica, após cair por cinco pregões consecutivos.
No entanto, os ganhos foram limitados e posições mais distantes fecharam no vermelho com a pressão da valorização do dólar, a demanda moderada por exportações e pelas expectativas de redução das interrupções nos embarques pelo Mar Negro. Os agentes também aguardam os relatórios de estoques trimestrais e de produção dos Estados Unidos, que serão divulgados nesta quarta-feira (30).
Nos Estados Unidos, as chuvas nas Planícies do Sul melhoram a umidade do solo e favorecem as perspectivas para a safra de trigo de inverno de 2027. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) informou que o plantio alcançou 27% da área, abaixo da média de 34% dos últimos cinco anos.
O mercado aguarda o relatório de estoques trimestrais do USDA, previsto para esta quarta-feira (30), às 13h. Analistas consultados pela Dow Jones e pelo The Wall Street Journal estimam estoques de trigo de 1,849 bilhão de bushels em 1o de setembro de 2026, ante 2,134 bilhões de bushels no mesmo período do ano passado. Em 1o de junho, os estoques somavam 920 milhões de bushels.
As projeções variam de 1,790 bilhão a 1,955 bilhão de bushels. O USDA também divulgará estimativas atualizadas para a produção norte-americana de trigo na safra 2026/27, com expectativa média de 1,527 bilhão de bushels, contra 1,531 bilhão estimados em agosto.
Os contratos com entrega em dezembro fecharam cotados a US$ 6,92 3/4 por bushel, com alta de 4,00 centavos de dólar, ou 0,58%, em relação ao fechamento anterior. Já os contratos com vencimento em março de 2027 encerraram a US$ 7,07 por bushel, com avanço de 3,50 centavos de dólar, ou 0,49%.
Ritiele Rodrigues – ritiele.rodrigues@safras.com.br (Agência Safras)
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