Porto Alegre, 25 de setembro de 2026 – O mercado brasileiro de boi gordo registrou negociações acima da referência média, em um ambiente marcado pelo encurtamento das escalas de abate nas principais regiões do país. Segundo o analista de Safras & Mercado, Fernando Iglesias, a tendência de curto prazo ainda aponta para novos reajustes, especialmente nas operações envolvendo frigoríficos de pequeno e médio porte, que enfrentam maior dificuldade para avançar na compra de boiadas.
O analista informa que as indústrias de maior porte permanecem em uma posição relativamente mais confortável, beneficiadas pela oferta de animais provenientes de contratos de parceria e pela utilização de confinamentos próprios para atender às necessidades mais imediatas. “Apesar da valorização recente da arroba, os contratos futuros continuam negociados com prêmio relevante sobre o mercado físico, mantendo oportunidades atrativas para operações de hedge e proteção de margens”, avalia.
Os valores do boi gordo, na modalidade a prazo, estavam assim no dia 24 de setembro:
* São Paulo (Capital) – R$ 355,00 a arroba, estável frente aos preços praticados no final da semana passada.
* Goiás (Goiânia) – R$ 345,00 a arroba, aumento de 1,47% frente aos R$ 340,00 registrados no final da última semana.
* Minas Gerais (Uberaba) – R$ 340,00 a arroba, avanço de 1,49% ante os R$ 335,00 praticados no final da semana passada.
* Mato Grosso do Sul (Dourados) – R$ 350,00 a arroba, aumento de 1,45% frente aos R$ 345,00 registrados no encerramento da última semana.
* Mato Grosso (Cuiabá) – R$ 330,00 a arroba, estável ante a última semana.
* Rondônia (Vilhena) – R$ 340,00 a arroba, alta de 1,49% em relação aos R$ 335,00 registrados no final da semana passada.
Atacado
Conforme Iglesias, o mercado atacadista de carne bovina registrou preços de estáveis a mais altos durante a semana, mesmo em um ambiente oferecendo pouco espaço para novos reajustes no curto prazo. “A maior competitividade das proteínas concorrentes, especialmente da carne de frango, continua limitando o potencial de valorização dos cortes bovinos” avalia.
O quarto do traseiro bovino foi precificado a R$ 27,50 por quilo, estável frente ao valor praticado no final da semana passada. Já o corte do quarto do dianteiro do boi foi cotado a R$ 20,50 por quilo, avanço de 5,13% ante os R$ 19,50 praticados no fechamento da última semana.
Exportações
As exportações de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada do Brasil renderam US$ 819,206 milhões em setembro (13 dias úteis), com média diária de US$ 63,015 milhões. A quantidade total exportada pelo país chegou a 130,313 mil toneladas, com média diária de 10,024 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 6.286,40.
Em relação a setembro de 2025, houve baixa de 21,6% no valor médio diário da exportação, queda de 29,9% na quantidade média diária exportada e avanço de 11,9% no preço médio. Os dados foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.
Arno Baasch – arno@safras.com.br (Agência Safras)
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