Porto Alegre, 24 de setembro de 2026 – O mercado brasileiro de milho deve ter um dia de poucas negociações. O quadro de lentidão se arrasta por conta da postura cautelosa de ambos os âmbitos dos agentes. No cenário internacional, a Bolsa de Chicago opera em baixa, enquanto o dólar sobe frente ao real.
O mercado brasileiro de milho apresentou negociações lentas no decorrer desta última quarta-feira, com negócios pontuais. De modo geral, a dinâmica permaneceu semelhante à observada nos últimos dias. Pelo lado dos produtores, muitos seguem apostando em possíveis altas de preços, influenciados pela volatilidade cambial e pelas incertezas relacionadas ao clima, o que tem levado parte deles a segurar a fixação de ofertas em algumas regiões. Do lado dos consumidores, a postura continua relativamente tranquila em várias localidades do país, com indicação de bom abastecimento.
A paridade de exportação seguiu sem espaço para avanços ao longo do dia. A forte queda dos contratos futuros do milho na Bolsa de Chicago acabou neutralizando o efeito positivo da valorização do dólar frente ao real.
No Porto de Santos, o preço ficou entre R$ 70,00/74,00 a saca (CIF). Já no Porto de Paranaguá, cotação entre R$ 70,00/73,00 a saca.
No Paraná, a cotação ficou em R$ 63,00/65,00 a saca em Cascavel. Em São Paulo, preço de R$ 65,00/67,00 na Mogiana. Em Campinas CIF, preço de R$ 69,00/71,00 a saca.
No Rio Grande do Sul, preço ficou em R$ 70,00/71,00 a saca em Erechim. Em Minas Gerais, preço em R$ 65,00/67,00 a saca em Uberlândia. Em Goiás, preço esteve em R$ 60,00/64,00 a saca em Rio Verde – CIF. No Mato Grosso, preço ficou a R$ 64,00/68,00 a saca em Rondonópolis.
CHICAGO
* Os contratos com vencimento em dezembro de 2026 operaram cotados a US$ 5,27 1/2 por bushel, baixa de 1,50 centavo, ou 0,28% em relação ao fechamento anterior.
* O mercado foi pressionado pela valorização do dólar frente a outras moedas correntes, fator que reduziu a competitividade do produto norte-americano no quadro internacional. Os sinais de um enfraquecimento pela demanda nos Estados Unidos também pressionou as cotações.
Além disso, os investidores tiveram no radar o encontro entre os presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e da China, Xi Jinping.
As vendas líquidas norte-americanas de milho para a temporada comercial 2026/27, que tem início no dia 1o de setembro, ficaram em 838.300 toneladas na semana encerrada em 17 de setembro.
Para a temporada 2027/28, foram mais 2.500 toneladas. Analistas esperavam exportações entre 500 mil e 1,6 milhão de toneladas, somando-se as duas temporadas. As informações são do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).
* Ontem (23), contratos de milho com entrega em dezembro fecharam a US$ 5,29, baixa de 7,75 centavos, ou 1,44% relação ao fechamento anterior. A posição março fechou a sessão a US$ 5,43, recuo de 7,50 centavos, ou 1,36% por bushel em relação ao fechamento anterior.
CÂMBIO
* O dólar comercial registra alta de 0,18%, a R$ 5,1781. O Dollar Index registra com avanço de 0,21%, a 101.314 pontos.
INDICADORES FINANCEIROS
* As principais bolsas na Europa operam com índices baixos. Paris, -0,24%. Frankfurt, -0,17%. Londres, +0,05%.
* As principais bolsas da Ásia operaram baixas. Xangai, -1,22%. Japão, feriado.
* O petróleo opera em alta. Novembro do WTI em NY: US$ 94,08 o barril (+2,08%).
AGENDA
15:00 – Relatório de condições das lavouras da Argentina – Ministério da Agricultura.
15:00 – Dados de desenvolvimento das lavouras argentinas – Bolsa de Cereais de Buenos Aires.
16:00 – Dados de desenvolvimento das lavouras no RS – Emater, na parte da tarde.
– Reunião do Conselho Monetário Nacional (CMN).
—–Sexta-feira (25/09)
– China: Feriado; mercados financeiros fechados.
09:00 – IPCA-15 de setembro/IBGE.
16:00 – Dados de evolução das lavouras do Mato Grosso – IMEA.
Pedro Diniz Carneiro – pedro.carneiro@safras.com.br (Agência Safras)
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