Porto Alegre, 16 de setembro de 2026 – A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) realizou nesta quarta-feira o primeiro leilão de compra de arroz para formação de estoques públicos. A expectativa do governo era adquirir até 127,33 mil toneladas do cereal a granel da safra 2025/2026, classe longo-fino em casca, Tipo 1, “a fim de mitigar os possíveis impactos associados ao fenômeno El Niño e assegurar o abastecimento no país”.
No entanto, o pregão eletrônico realizado pelo Sistema de Comercialização Eletrônica da Conab (Siscoe), resultou na compra de apenas 4,05 mil toneladas, ou 5,1% do total ofertado.
Segundo o analista da Consultoria Safras & Mercado, Evandro Oliveira, o leilão ocorreu em um momento inoportuno, sem qualquer pedido de ajuda por parte dos produtores, e ofereceu preços pouco atrativos, até mesmo abaixo das referências do mercado físico, dependendo da região. “Já se esperava baixa adesão diante dos preços máximos oferecidos pelo leilão, na casa de 80 a 82 reais por saca, valores semelhantes aos praticados hoje no mercado físico. Então, os preços não foram suficientemente atrativos para movimentar volumes significativos nesse leilão”, pontuou.
No Rio Grande do Sul, nas praças de produção e comercialização de Pelotas e ainda no litoral, o arroz está sendo negociado na faixa de R$ 80,00 a R$ 85,00 por saca, chegando a R$ 90 no porto. “Logo, os valores oferecidos pelo leilão ficaram bem abaixo do necessário para atrair uma demanda significativa, o que explica o fracasso da operação”, salientou o analista.
Fábio Rübenich (fabio@safras.com.br) – Agência Safras
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