Porto Alegre, 16 de setembro de 2026 – A super quarta no Brasil e nos Estados Unidos com a divulgação das taxas de juros pelo Copom e o Fed estão no foco das atenções do mercado. Os desdobramentos da sessão realizada ontem no STF e o cenário eleitoral no país também estão no radar.
A sessão realizada ontem no Supremo Tribunal Federal foi bastante tumultuada e os ministros não chegaram a um consenso a respeito da investigação da ligação entre Alexandre de Moraes e o ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. A decisão do ministro Flávio Dino de pedir vista a respeito do tema pode trazer efeitos sobre a disputa eleitoral no Brasil.
Com relação à definição dos juros, nos Estados Unidos, os mercados se preparam para uma provável elevação dos juros pelo Federal Reserve (Fed) na quarta-feira. As negociações indicavam probabilidade de 92,5% de um aumento de 0,25 ponto percentual.
No Brasil, o Comitê de Política Monetária se reúne no final da quarta e as apostas são de um corte de 0,25 ponto percentual na taxa Selic, para 13,75% ao ano. O sentimento de redução se consolidou após a divulgação na sexta de um IPCA com deflação ainda maior que o esperado pelo mercado.
O mercado aguarda a divulgação do IBC-Br (Índice de Atividade Econômica do Banco Central) previsto para a manhã de hoje e avalia os resultados divulgados há pouco pela Federação Getúlio Vargas para o Indice Geral de Preços – 10 (IGP-10).
O IGP-10 subiu 1,47% em setembro. No mês de agosto, a taxa havia sido de 0,51%. Com este resultado, o índice acumula alta de 2,97% no ano e de 3,29% em 12 meses. Em setembro de 2025, o IGP-10 havia subido 0,21% e acumulava alta de 2,88% em 12 meses.
Segundo o economista do FGV IBRE, Matheus Dias, o IGP-10 de setembro registrou alta liderada pelo IPA. Entre os produtos agropecuários, o movimento refletiu, em parte, o aumento das incertezas climáticas com o fortalecimento do El Niño. “Seus efeitos sobre a safra brasileira de grãos ainda não estão materializados, uma vez que o plantio da temporada 2026/27 está apenas começando. No entanto, a perspectiva de um evento climático intenso aumentou o prêmio de risco e estimulou movimentos de antecipação de compras por parte de empresas consumidoras de grãos, contribuindo para a pressão sobre os preços entre agosto e setembro” destaca.
Arno Baasch – arno@safras.com.br (Agência Safras)
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