Porto Alegre, 11 de setembro de 2026 – A semana foi marcada pela forte alta dos contratos futuros da soja na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). O bom comportamento externo elevou também os preços da oleaginosa no Brasil, com comercialização em ritmo moderado.
Na quinta, 10, os contratos futuros da soja fecharam nos melhores níveis em três anos. A demanda chinesa pelo produto americano e a disparada do petróleo sustentaram as cotações.
A China comprou cerca de 1 milhão de toneladas de soja dos Estados Unidos nesta semana, aumentando as aquisições antes da visita do presidente chinês Xi Jinping a Washington, prevista para o final deste mês.
As compras elevam o total de soja norte-americana adquirida pela China para quase metade das 25 milhões de toneladas que a Casa Branca afirmou que Pequim havia se comprometido a comprar anualmente até 2028.
O mercado brasileiro de soja apresentou ofertas muito firmes no físico, acompanhando as fortes altas em Chicago. O analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, destaca que as cotações ficaram bastante aquecidas nos portos, com reporte de negócios em Rio Grande e Paranaguá.
No físico, a pouca oferta disponível mantém os produtores retraídos, sustentando a estrutura de preços diante das necessidades dos compradores. “Em regiões do Centro, como Mato Grosso, Goiás e Minas Gerais, resta muito pouco volume de soja”, destaca Silveira. No MAPITO, praticamente não há mercado disponível, com atuação concentrada nas ofertas da safra nova.
Segundo o analista, o basis local permanece extremamente forte. Em Mato Grosso, por exemplo, há ofertas muito acima da paridade, embora para poucos volumes. O spread entre compradores e vendedores também segue elevado.
A movimentação ficou mais concentrada nos portos. No mercado interno, a originação permaneceu reduzida. No mercado físico, em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos avançou de R$ 153,50 para R$ 155,00. Em Cascavel (PR), as cotações subiram de R$ 150,00 para R$ 151,50. Em Rondonópolis (MT), os preços avançaram de R$ 144,00 para R$ 147,00.
Nos portos, em Paranaguá (PR), a saca avançou de R$ 161,00 para R$ 162,50. Em Rio Grande (RS), as referências subiram de R$ 161,50 para R$ 163,00.
Dylan Della Pasqua e Luciana Abdur / Agência Safras
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