Porto Alegre, 9 de setembro de 2026 – Com investimentos de R$ 55 milhões, a GFS – Global Feed Soluções inaugura em setembro, em Apucarana, Norte do Paraná, sua nova unidade fabril para ampliar a capacidade de produção do seu principal aditivo para ração de aves, um otimizador de cálcio e fósforo. A tecnologia melhora o aproveitamento desses minerais pelo animal e reduz a necessidade da adição de fosfato na ração, com a consequente redução nas emissões de CO2.
A inovação substitui a fonte fóssil por uma molécula renovável. A redução das emissões ocorre pelo fato de o processo eliminar a extração de fósforo da natureza. Ao melhorar a absorção dos componentes minerais naturalmente encontrados na ração, a dieta com otimizador também garante melhor performance na conversão alimentar e consequente ganho de peso, com redução no custo da dieta nas cadeias de proteína animal. Estudos revelam uma economia entre R$ 20 e R$ 30 por tonelada de ração.
Segundo Luciano Andriguetto, pesquisador da GFS e Ph.D em ciência animal, trata-se de uma tecnologia patenteada, com base em óleos ômega 3, 6 e 9 (insumo orgânico). “Em vez de comprar mais fosfato (insumo mineral), ela aumenta o aproveitamento do fósforo que já está presente na dieta”, explica Andriguetto. O otimizador permite reduzir de forma expressiva a inclusão de fosfato bicálcico na alimentação das aves. Já usada em escala na cadeia de proteína, a tecnologia é protegida por patente 100% nacional.
Além da comprovada redução de custos, a menor demanda por mineração de rocha fosfática reduz a emissão de carbono da atividade. Para cada 1 kg do produto, 7,89 kg de fosfato deixam de ser retirados da natureza. A considerar que produzir fosfatados exige mineração, reação química e granulação, a cada tonelada de fosfato que deixa de ser extraída, 1,21 tonelada de CO2 equivalente deixa de ser emitida.
A localização da nova unidade fabril também foi estruturada para ser um hub logístico da companhia. De acordo com Fernando Blini, CEO da GFS, a escolha do local foi definida para dar mais agilidade e eficiência na recepção de matéria-prima, bem como na distribuição dos produtos aos principais estados produtores de carne e consumidores de ração animal no Sul, Sudeste e Centro-Oeste do país. A capacidade de produção salta de 500 toneladas para 4,5 mil toneladas/mês.
Em outra linha de produtos, a GFS vai acelerar na nova indústria uma tecnologia que alia nutrição e saúde animal na suinocultura, livre de toxinas. Trata-se de fontes de fibra que melhoram absorção de nutrientes na dieta do suíno com ganho de peso e redução nos custos com medicação. Matéria-prima natural, extraída do pinus reflorestado, a dieta trabalhada com fontes de fibra maximiza o aproveitamento dos nutrientes.
Do ponto de vista econômico, a fibra especializada também permite redução no custo de produção. “Isso ocorre pela melhora na saúde intestinal, absorção de nutrientes, controle de saciedade das matrizes suínas, controle de glicemia, e bem-estar geral dos animais”, destaca Andriguetto. Ele lembra que a maior parte da ração que compõe a dieta animal ainda usa farelo de trigo e casca de soja, com alto risco de micotoxinas.
Tecnologia relativamente nova, mas em franco crescimento, atualmente a fibra especializada é adotada em apenas 25% da produção de suínos no Brasil. Com capacidade de produção ampliada para 1,6 mil toneladas/mês, o parque agroindustrial da GFS em Apucarana será maior fábrica de fibra natural do continente americano.
Com informações da GFS.
Revisão: Pedro Diniz Carneiro – pedro.carneiro@safras.com.br (Agência Safras)
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