São Paulo, 8 de setembro de 2026 – O final de semana prolongado – feriado aqui e nos Estados Unidos – trouxe uma alta consistente nos preços do petróleo, renovando os temores inflacionários e consolidando um quadro de maior aversão ao risco. Aqui no Brasil, o cenário eleitoral segue no foco das atenções.
Os preços do petróleo avançavam nesta terça-feira e atingiram os maiores níveis em várias semanas, depois que os houthis do Iêmen, apoiados pelo Irã, atacaram instalações de energia da Arábia Saudita e Teerã ameaçou os Estados Unidos com uma “guerra econômica”.
O mercado reflete tanto uma restrição física da oferta, com o fluxo de petroleiros pelo Estreito de Ormuz permanecendo muito abaixo do normal, quanto um elevado prêmio de risco geopolítico. A expectativa é de que as cotações permaneçam sustentadas enquanto a navegação pelo estreito continuar prejudicada e os avanços diplomáticos permanecerem frágeis.
Ainda no exterior, os investidores aguardam os dados de inflação dos Estados Unidos previstos para sexta-feira, que deverão ajudar a definir as expectativas para a reunião de política monetária do Federal Reserve (Fed) na próxima semana. Nesta terça-feira, também entra em vigor a aplicação de tarifas retaliatórias do Canadá sobre produtos importados dos Estados Unidos.
No Brasil, o trade eleitoral ganhou tração no final de semana, com as manifestações de 7 de setembro de oposição e governo. Um tentando ligar o presidente Lula ao ministro do STF, Alexandre de Moraes, outro tentanto mostrar que não existe essa ligação. As pesquisas mostram que o canditado da oposição sai fortalecido neste momento.
O senador Flávio Bolsonaro (PL) aparece com 46% das intenções de voto e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com 45%, em uma eventual disputa de segundo turno da eleição presidencial, segundo pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta terça-feira. Os dois estão tecnicamente empatados, considerando a margem de erro de dois pontos percentuais. Na rodada anterior do levantamento, Lula aparecia numericamente à frente, com 46%, enquanto Flávio Bolsonaro tinha 45%. As oscilações entre as duas pesquisas estão dentro da margem de erro.
Dylan Della Pasqua / Agência Safras
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