São Paulo, 3 de setembro de 2026 – O mercado financeiro local, em meio a uma agenda vazia de indicadores, deve seguir com as atenções voltadas para o fator eleição. No exterior, o conflito no Oriente Médio segue impulsionando o petróleo e renovando os temores inflacionários. As expectativas se voltam para a divulgação do “payroll” amanhã.
Os investidores locais se mostram otimistas com a reação do candidato da oposição Flávio Bolsonaro na disputa com o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva. As mais recentes pesquisas confirmam empate técnico no segundo turno. Ainda hoje, a Datafolha atualiza seus dados. O mercado vê em Bolsonaro um candidato mais comprometido com as contas públicas e menos expansionista.
O sentimento é de que a candidatura de Flávio ganhe ainda mais força diante das mais recentes revelações, que colocam o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre Moraes, no centro das acusações no Caso Master. Como Flávio é um forte crítico no STF, há o sentimento de que a sua candidatura possa melhorar nas pesquisas.
A estratégia do governo é tentar distanciar Lula de Moraes e relembrar a ligação de Flávio com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. O candidato também está envolvido em repasses para patrocínio do filme Dark Horse. Mas o momento parece favorável à oposição e o mercado local está comprando essa possível troca de governo.
No Congresso, o governo conseguiu algum avanço em pautas importantes durante o esforço concentrado. A principal bandeira do atual governo, o fim da escala 6×1, avançou na CCJ do Senado, mas não deve ir ao plenário antes do primeiro turno.
Saindo da política e entrando no campo macroeconômico, o cenário se mostra favorável ao mercado no que diz respeito à política monetária. Ao longo da semana, o resultado do PIB e da produção industrial confirmaram desaceleração da economia. No momento, as apostas de um corte na Selic em setembro são quase unânimes.
Dylan Della Pasqua / Agência Safras
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