Porto Alegre, 2 de setembro de 2026 – Em julho de 2026, a produção industrial variou 0,2% frente a junho, interrompendo dois meses consecutivos de taxas negativas. O mercado esperava alta de 0,6%. Em relação a julho de 2025, a indústria recuou -0,5% e interrompeu uma sequência de quatro meses de resultados positivos. Analistas esperavam alta de 4,4%. O acumulado no ano mostrou expansão de 1,1%, enquanto nos últimos 12 meses, avançou 0,6%.
Na passagem de junho para julho, três das quatro grandes categorias econômicas e 13 dos 25 ramos industriais pesquisados registraram avanço na produção. Entre as atividades, as influências positivas mais importantes foram assinaladas por equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (12,2%), produtos alimentícios (1,0%) e coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (1,1%), com todas interrompendo dois meses consecutivos de queda na produção, período em que acumularam recuos de 12,5%, 3,3% e 11,7%, respectivamente.
Vale destacar também as contribuições positivas registradas pelos setores de outros equipamentos de transporte (11,2%), produtos do fumo (11,1%), máquinas, aparelhos e materiais elétricos (2,3%) e confecção de artigos do vestuário e acessórios (2,6%). Por outro lado, entre as doze atividades que mostraram redução na produção em julho de 2026, indústrias extrativas (-1,0%) exerceu o principal impacto negativo na média da indústria e marcou a terceira taxa negativa consecutiva, acumulando perda de 4,1% neste período. Outras contribuições negativas relevantes sobre o total da indústria vieram de impressão e reprodução de gravações (-17,2%), produtos diversos (-9,0%), metalurgia (-1,4%), produtos químicos (-0,8%) e celulose, papel e produtos de papel (-1,3%).
Entre as grandes categorias econômicas, ainda na comparação com junho, bens de consumo duráveis (3,2%) e bens de capital (2,4%) registraram os avanços mais elevados em julho de 2026. O setor produtor de bens de consumo semi e não duráveis (0,5%) também mostrou crescimento neste mês. Por outro lado, o segmento de bens intermediários (-0,2%) assinalou o único resultado negativo em julho de 2026.
As informações são do IBGE.
Revisão: Rodrigo Ramos – rodrigo@safras.com.br (Agência Safras)
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