São Paulo, 1 de setembro de 2026 – O mercado financeiro mundial iniciou a terça com preocupações renovadas com a inflação global. Os conflitos se acentuaram no Oriente Médio, resultando em alta do petróleo. As apostas de uma elevação nas taxas de juros americana já na próxima reunião aumentam. Como resultado, os investidores estão mais cautelosos: bolsas caem, enquanto petróleo, dólar e juros sobem.
No Brasil, os ativos deverão acompanhar o desempenho externo. Atenções também voltadas para o PIB do segundo semestre no Brasil, que será divulgado às 9h. No Congresso, o fim da taxa das blusinhas e o Redata devem ser votados hoje. O governo aposta no esforço concentrado da semana para aprovação de importantes pautas com viés eleitoral.
Enviado ontem ao Congresso Nacional, o projeto do Orçamento de 2027 tem estimativa de superávit primário de R$ 83,4 bilhões. O valor é cerca de R$ 10 bilhões acima da meta de resultado positivo de R$ 73,2 bilhões, 0,5% do Produto Interno Bruto (PIB, soma das riquezas produzidas no país). No entanto, ao incluir gastos fora do
arcabouço fiscal, a estimativa é de superávit de R$ 18,6 bilhões para o próximo ano.
O arcabouço fiscal em vigor desde 2023 prevê uma margem de tolerância de 0,25 ponto percentual do PIB para cima ou para baixo, o que permite que o governo encerre o ano com superávit de 0,25% do PIB, sem descumprir a meta.
Para o próximo ano, a proposta do Orçamento prevê receitas totais líquidas de R$ 2,849 trilhões, o equivalente a 19,27% do PIB. As receitas líquidas excluem as transferências obrigatórias da União para estados e municípios.
As despesas totais estão estimadas em R$ 2,83 trilhões (19,14% do PIB), mas o valor usado para o cálculo do resultado primário representa apenas o Governo Central (Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central). Ao confrontar as receitas e as despesas, o governo estima superávit primário efetivo de R$ 18,6 bilhões (0,13% do PIB).
No entanto, ao excluir R$ 64,8 bilhões de gastos do cumprimento de meta, a previsão para as contas federais melhora, com a estimativa de superávit de R$ 83,4 bilhões, R$ 10,2 bilhões acima da meta de R$ 73,2 bilhões.
Dylan Della Pasqua / Agência Safras
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