Porto Alegre, 28 de agosto de 2026 – O mercado brasileiro de milho deve encerrar a semana com cotações estáveis. Os agentes seguem retraídos na comercialização do cereal. Apesar disso, a Bolsa de Chicago e o dólar frente ao real registrando alta podem movimentar as negociações nas exportações.
O mercado brasileiro de milho seguiu apresentando a mesma dinâmica observada nos últimos dias, com negociações travadas e produtores retraídos na fixação da oferta. Segundo informações da Consultoria Safras & Mercado, a expectativa de preços mais firmes adiante continuou sustentando a postura dos vendedores, que também acompanham atentamente o comportamento dos contratos futuros do milho e a paridade de exportação, que avançaram recentemente.
Do lado dos consumidores, o comportamento varia conforme a região. Em parte do país, especialmente nos estados do Sul, os consumidores atuam de forma mais tranquila nas negociações, sinalizando um quadro de abastecimento confortável. Por outro lado, existem localidades onde a busca por lotes está mais ativa, para atendimento de necessidades imediatas, caso de São Paulo, que segue registrando maior interesse comprador, disse o analista Allan Maia.
No Porto de Santos, o preço ficou entre R$ 71,00/73,00 a saca (CIF). Já no Porto de Paranaguá, cotação entre R$ 71,00/72,00 a saca.
No Paraná, a cotação ficou em R$ 61,00/63,00 a saca em Cascavel. Em São Paulo, preço de R$ 65,00/68,00 na Mogiana. Em Campinas CIF, preço de R$ 72,50/73,50 a saca.
No Rio Grande do Sul, preço ficou em R$ 69,00/70,00 a saca em Erechim. Em Minas Gerais, preço em R$ 63,00/64,00 a saca em Uberlândia. Em Goiás, preço esteve em R$ 59,00/65,00 a saca em Rio Verde – CIF. No Mato Grosso, preço ficou a R$ 63,00/67,00 a saca em Rondonópolis.
CHICAGO
* Os contratos com vencimento em dezembro de 2026 operaram cotados a US$ 5,39 1/4 por bushel, alta de 5,75 centavos, ou 1,07% em relação ao fechamento anterior.
* O mercado foi sustentado por uma menor expectativa no que diz respeito à produtividade da safra dos Estados Unidos, que se aproxima da fase da colheita. Por outro lado, a valorização do dólar frente a outras moedas e o recuo nas cotações do petróleo em Nova York limitaram um avanço mais significativo.
Os preços do cereal avançaram na última semana após a Crop Tour nos Estados Unidos apontar lavouras com potencial abaixo do esperado devido às condições climáticas adversas durante o verão. A avaliação indicou que a produção norte-americana de 2026 poderá ficar significativamente abaixo das projeções do governo.
* Ontem (27), os contratos de milho com entrega em dezembro fecharam a US$ 5,33 1/2, baixa de 3,00 centavos, ou 0,55% relação ao fechamento anterior. A posição março fechou a sessão a US$ 5,47 1/4, recuo de 3,50 centavos, ou 0,63% por bushel em relação ao fechamento anterior.
CÂMBIO
* O dólar comercial registra alta de 0,33%, a R$ 5,1810. O Dollar Index registra com alta de 0,04%, a 99.199 pontos.
INDICADORES FINANCEIROS
* As principais bolsas na Europa operam com índices altos. Paris, + 1,03%. Frankfurt, + 0,64%. Londres, + 0,15%.
* As principais bolsas da Ásia operaram mistas. Xangai, -0,11%. Japão, + 0,41%.
* O petróleo opera com alta. Outubro do WTI em NY: US$ 82,62 o barril (-1,08%).
AGENDA
16:00 – Dados de evolução das lavouras do Mato Grosso – IMEA.
– Dados de julho do Caged/Ministério do Trabalho.
Pedro Diniz Carneiro – pedro.carneiro@safras.com.br (Agência Safras)
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