Porto Alegre, 28 de agosto de 2026 – Em julho de 2026, os preços da indústria variaram -0,83% frente ao mês anterior, mantendo a variação negativa de junho frente a maio (-0,81%). Nessa comparação, 11 das 24 atividades industriais apresentaram queda de preços. O acumulado no ano foi de 3,09%. O acumulado em 12 meses ficou em 1,94%. Em junho de 2025, o IPP, na comparação mensal, havia sido de –0,31%.
O Índice de Preços ao Produtor (IPP) das Indústrias Extrativas e de Transformação mede os preços de produtos “na porta de fábrica”, sem impostos e fretes, e abrange as grandes categorias econômicas.
Veja os detalhes:
Em julho de 2026, os preços da indústria variaram -0,83% frente a junho. Onze das 24 atividades industriais investigadas apresentaram variações negativas de preço ante o mês imediatamente anterior. Em comparação, seis atividades apresentaram menores preços médios em junho em relação ao mês anterior, quando a variação deste mesmo indicador foi negativa.
As quatro atividades com maiores variações foram: equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (11,37%); refino de petróleo e biocombustíveis (-5,65%); outros produtos químicos (-4,49%); e indústrias extrativas (-4,38%).
Refino de petróleo e biocombustíveis foi o maior destaque na comparação entre julho e junho. A atividade foi responsável por -0,56 ponto percentual (p.p.) de influência na variação de -0,83% da indústria geral. Outras atividades que também sobressaíram foram outros produtos químicos (-0,39 p.p.), equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (0,27 p.p.) e indústrias extrativas (-0,19 p.p.).
O acumulado no ano foi de 3,09%. Em 2025, a taxa acumulada até o mês de julho havia sido de -3,43%.
Entre as atividades que, em julho/2026, tiveram as maiores variações no acumulado no ano, sobressaíram: equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (17,56%), borracha e plástico (14,35%), outros produtos químicos (11,51%) e impressão (6,68%).
Na composição do resultado agregado da indústria, na perspectiva deste mesmo indicador (acumulado no ano), as principais influências foram registradas em outros produtos químicos (0,89 p.p.), borracha e plástico (0,57 p.p.), equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (0,40 p.p.) e metalurgia (0,23 p.p.).
O acumulado em 12 meses foi de 1,94%. Em junho, este mesmo indicador foi de 2,47%. Os setores com as quatro maiores variações de preços na comparação de julho com o mesmo mês do ano anterior foram: equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (21,10%); impressão (15,04%); borracha e plástico (14,63%); e móveis (8,11%). Os setores de maior influência no resultado agregado foram: alimentos (-0,78 p.p.); borracha e plástico (0,57 p.p.); equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (0,47 p.p.); e metalurgia (0,44 p.p.).
Entre as grandes categorias econômicas, a variação de preços em julho frente a junho repercutiu da seguinte maneira: 2,75% de variação em bens de capital (BK); -1,83% em bens intermediários (BI); e -0,10% em bens de consumo (BC), sendo que a variação observada nos bens de consumo duráveis (BCD) foi de -0,37%, ao passo que nos bens de consumo semiduráveis e não duráveis (BCND) foi de -0,05%.
A principal influência dentre as grandes categorias econômicas foi exercida por bens intermediários, cujo peso na composição do índice geral foi de 54,10% e respondeu por -1,00 p.p. da variação de -0,83% nas indústrias extrativas e de transformação. Completam a lista, bens de capital, com influência de 0,21 p.p., além de bens de consumo, com -0,04 p.p.. No caso de bens de consumo, a influência observada em julho se divide em -0,02 p.p., que se deveu à variação nos preços de bens de consumo duráveis, e -0,02 p.p. associada à variação de bens de consumo semiduráveis e não duráveis.
As informações são do IBGE.
Revisão: Rodrigo Ramos / Agência Safras
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