São Paulo, 28 de agosto de 2026 – O mercado financeiro global apresenta poucos movimentos mais consistentes nesta sexta. O clima de cautela deve persistir até o esperado primeiro discurso do presidente do Federal Reserve (Fed), o banco central norte-americano, Kevin Warsh, no tradicional Simpósio de Jackson Hole. No Brasil, o mercado assimila o IGP-M de agosto e aguarda os dados de mercado de trabalho do Caged.
Os investidores estarão atentos às declarações de Warsh em busca de indicações sobre os próximos passos da política monetária. Após a intervenção inesperada do secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, na semana passada, para conter a alta dos rendimentos dos títulos de longo prazo, e diante dos sinais recentes de inflação persistente, o mercado procura indícios de que Warsh esteja aberto a elevar os juros.
No mercado de petróleo, o Brent oscilava ao redor de US$ 90 por barril, à medida que diminuíam as expectativas de avanços nas negociações de paz e de uma reabertura do Estreito de Ormuz.
O Indice Geral de Preços Mercado (IGP-M) caiu 0,22% em agosto. No mês de julho, a taxa havia sido de 1,16%. Com este resultado, o índice acumula alta de 1,85% no ano e de 2,16% em 12 meses. Em agosto de 2025, o IGP-M havia subido 0,36% e acumulava alta de 3,03% em 12 meses.
“O IGP-M ficou negativo pelo segundo mês, embora a queda tenha perdido intensidade. No IPA, a baixa dos produtos industriais foi parcialmente compensada pela alta dos produtos agropecuários, cuja taxa passou de -0,20% para 2,73%. Para o consumidor, energia elétrica, tomate, batata-inglesa, passagem aérea e gasolina contribuíram para aprofundar a queda do IPC. O INCC seguiu em direção contrária, com avanço da mão de obra. O resultado de agosto reúne movimentos distintos entre os componentes do IGP-M”, afirma André Braz, economista do FGV IBRE.
Dylan Della Pasqua / Agência Safras
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