São Paulo, 26 de agosto de 2026 – O mercado financeiro global abre com menor aversão ao risco, decorrente da queda do petróleo. Os ativos locais deverão permanecer atrelados às oscilações externas. A quarte tem uma agenda mais cheia, o que mantém os investidores cautelosos.
No Brasil, as atenções se voltam para o IPCA-15 de agosto, que será divulgado logo mais. O mercado aposta em queda mensal de 0,3% e alta anual na casa de 4,34%. Ainda no foco dos investidores as negociações entre governo e Congresso para colocar pautas importantes à candidatura Lula, como a escala o fim da escala 6×1, e os impactos fiscais decorrentes de uma disputa bem acirrada.
No exterior, as atenções se voltam para o índice PCE e o PIB americano, além do resultado da Nvídia. O conflito no Oriente Médio parece se encaminhar para uma solução e o otimismo toma conta do mercado e deixa o cenário mais tranquilo.
Os resultados da Nvidia, previstos para quarta-feira, serão o próximo teste para a alta impulsionada pelos lucros corporativos. Qualquer sinal de desaceleração do crescimento poderá reacender as preocupações com as avaliações elevadas e sobre por quanto tempo o boom da inteligência artificial poderá sustentá-las.
Os mercados têm demonstrado crescente cautela em relação aos gastos cíclicos e aos métodos utilizados pelas grandes empresas de computação em nuvem para financiar seus investimentos em inteligência artificial.
O relatório de gastos com consumo pessoal (PCE), que será divulgado na quarta-feira, poderá fornecer maior clareza sobre as pressões de preços depois que uma leitura da inflação ao consumidor em linha com as expectativas neste mês reduziu as apostas em uma alta iminente dos juros pelo Federal Reserve (Fed).
Dylan Della Pasqua / Agência Safras
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