Porto Alegre, 21 de agosto de 2026 – O mercado brasileiro de milho registrou mais altos durante a semana. De acordo com a consultoria Safras & Mercado, os produtores seguiram retraídos na fixação da oferta, especulando com possíveis valorizações nas cotações no curto prazo. Esse comportamento foi sustentado pelo avanço recente dos contratos futuros, além da melhora observada na paridade de exportação, fatores que contribuíram para elevar as expectativas dos vendedores em busca de melhores preços.
Os consumidores mantiveram uma postura relativamente comedida nas negociações de milho. Em várias localidades, parte da indústria está recebendo volumes firmados anteriormente. Ainda assim, já foi possível observar parte dos compradores adotando uma atuação mais ativa na busca por lotes de milho, mas com dificuldades para encontrar volumes disponíveis nos níveis de preços desejados.
A colheita da safrinha de milho continua avançando no país, embora ainda haja espaço para progressos importantes no campo em estados como São Paulo e Minas Gerais.
No cenário internacional, os preços avançaram na semana na Bolsa de Chicago em meio ao indicativo de produtividades menores frente às obtidas no ano passado em áreas produtoras de milho dos Estados Unidos. A Crop Tour, que será encerrada nesta semana, indicou um rendimento menor para as lavouras de milho cultivadas nesse ano frente a 2025 em estados como Ohio, Nebraska, Indiana, Illinois e no oeste de Iowa.
Preços do milho
O valor médio da saca de milho no Brasil foi cotado a R$ 64,01 no dia 20 de agosto, alta de 1,46% frente aos R$ 63,09 registrados no final da última semana. No mercado disponível ao produtor, o preço do milho em Cascavel, Paraná, foi cotado a R$ 63,00, avanço de 3,28% ante os R$ 61,00 praticados no final da semana anterior.
Em Campinas/CIF, a cotação teve avanço de 2,19% frente aos R$ 68,50 praticados no final da última semana, atingindo R$ 70,00. Na região da Mogiana paulista, a saca do cereal avançou 1,59% ao longo da semana, passando de R$ 63,00 para R$ 64,00.
Em Rondonópolis, Mato Grosso, a saca foi cotada a R$ 62,00, alta de 3,33% frente aos R$ 60,00 registrados no fim da semana passada. Em Erechim, Rio Grande do Sul, o preço seguiu em R$ 70,00 por saca.
Em Uberlândia, Minas Gerais, o preço na venda ficou em R$ 63,00, alta de 3,28% frente aos R$ 61,00 praticados no final da semana passada. Já em Rio Verde, Goiás, a saca foi cotada em R$ 59,00, avanço de 1,72% frente aos R$ 58,00 praticados na última semana.
Exportações
As exportações de milho do Brasil apresentaram receita de US$ 480,477 milhões em agosto até o momento (10 dias úteis), com média diária de US$ 48,047 milhões. A quantidade total de milho exportada pelo país ficou em 2,216 milhão de toneladas, com média de 221,630 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 216,80.
Em relação a agosto de 2025, houve baixa de 25,6% no valor médio diário da exportação, perda de 32% na quantidade média diária exportada e valorização de 9,5% no preço médio. Os dados foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.
Arno Baasch – arno@safras.com.br (Agência Safras)
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