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Sinais de queda na produção global e dos EUA sustentam milho em Chicago, que fecha em alta

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Porto Alegre, 20 de agosto de 2026 – A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o milho fechou a sessão de hoje com preços mais altos. O mercado foi sustentado pelos sinais de uma queda na produção de milho em âmbito global e nos Estados Unidos, após a Crop Tour da Pro Farmer. Os participantes avaliaram condições inferiores às do ano passado em importantes regiões produtoras do país. A valorização do petróleo em Nova York também sustentou as cotações.

No oeste de Iowa, a produtividade média do milho foi estimada em 191,80 bushels por acre no Distrito 1, 189,73 no Distrito 4 e 190,59 no Distrito 7. No ano passado, as estimativas eram de 197,89, 207,25 e 195,03 bushels por acre, respectivamente.

Em Illinois, a Pro Farmer projetou produtividade média de 184,19 bushels por acre, abaixo da média de 199,15 bushels por acre dos últimos três anos e dos 199,57 bushels por acre estimados na expedição do ano passado.

Conforme o CIG, a safra mundial de milho em 2026/27 deverá totalizar 1,305 bilhão de toneladas, contra 1,306 bilhão de toneladas estimadas no mês anterior. Para a temporada 2025/26, a previsão foi de 1,346 bilhão de toneladas.

A boa demanda para o milho estadunidense completou o quadro positivo aos preços. As vendas líquidas norte-americanas de milho para a temporada comercial 2025/26, que tem início no dia 1o de setembro, ficaram em 232.900 toneladas na semana encerrada em 13 de agosto. O Japão liderou as compras, com 192.700 toneladas. Para a temporada 2026/27, foram mais 816.100 toneladas. Analistas esperavam exportações entre 1 milhão e 1,8 milhão de toneladas, somando-se as duas temporadas. As informações são do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

Os contratos de milho com entrega em setembro fecharam a US$ 4,78 3/4, alta de 5,75 centavos, ou 1,21% relação ao fechamento anterior. A posição dezembro fechou a sessão a US$ 5,03 1/2, avanço de 5,50 centavos, ou 1,10% por bushel em relação ao fechamento anterior.

Pedro Diniz Carneiro – pedro.carneiro@safras.com.br (Agência Safras)

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