São Paulo, 19 de agosto de 2026 – Em mais um dia esvaziado na agenda doméstica, as atenções seguem voltadas para o exterior. Os investidores seguem monitorando a situação no Oriente Médio e aguardam a divulgação da ata da mais recente reunião de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos).
A ata do Fed será acompanhada de perto diante da postura do presidente da instituição, Kevin Warsh, de reduzir a orientação futura sobre a política monetária. Investidores buscarão sinais sobre a avaliação dos dirigentes em relação à economia e à trajetória dos juros.
Em relação ao conflito no Oriente Médio, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na terça-feira que não existem negociações em andamento ou programadas com Teerã e que o bloqueio naval norte-americano permanece em vigor. Os Emirados Árabes Unidos também suspenderam transações comerciais e financeiras com o Irã em meio ao aumento das tensões regionais.
Internamente, o mercado se depara com dois motivos de preocupação. Primeiro, o incerto cenário político. A acirrada disputa traz á tona o segundo problema: o descompromisso fiscal do atual governo.
“Lá fora, as taxas das treasuries tem leve queda, à espera da ata do Fomc, e pressiona o dólar. Esse movimento melhora o apetite a risco, com bolsas em ligeira alta. O petróleo se mantém acima dos USD 90/barril, depois que dois superpetroleiros chineses recuaram do Estreito de Ormuz e que os Emirados Árabes Unidos romperam os laços econômicos com o Irã”, avalia a Ajax Asset, em boletim matinal. “Por aqui, agenda é mais fraca em termos de indicadores. No front político, Flávio anuncia nomes para elaboração do plano econômico. Os mercados locais deverão acompanhar o exterior”, completa.
Dylan Della Pasqua / Agência Safras
Copyright 2026

