Porto Alegre, 14 de agosto de 2026 – O mercado brasileiro de milho registrou mais altos durante a semana, em meio ao movimento de maior cautela na ponta vendedora. De acordo com a consultoria Safras & Mercado, as negociações se mostraram travadas, especialmente após a divulgação do relatório de oferta e demanda de agosto do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, na quarta-feira (12), que sinalizou queda na produtividade para a safra estadunidense e cortes nos estoques finais de passagem. Houve corte também nos estoques finais da safra global.
O relatório altista do USDA, contribuiu para uma forte valorização dos preços no mercado internacional de milho e garantiu uma melhora na paridade de exportação do cereal, o que fez com que os produtores diminuíssem as fixações de oferta para venda. Há um bom volume de oferta já presente no mercado, mas os consumidores não avançam com entusiasmo nas aquisições, esperando que os preços possam vir a cair no cenário doméstico.
No cenário externo, a Bolsa de Chicago avançou bastante nos preços ao longo da semana, avaliando não apenas os dados da safra norte-americana e mundial, mas também o acirramento no conflito na região do Mar Negro envolvendo Rússia e Ucrânia, o que pode comprometer a logística para o escoamento de grãos dos dois países.
Já as exportações do Brasil caminham agora em melhor ritmo e há uma expectativa de que possa embarcar pelo menos 5,2 milhões de toneladas de milho ao longo de agosto. O analista e consultor de Safras & Mercado, Paulo Molinari, salientou que as exportações brasileiras de milho podem até avançar mais nos próximos meses, a depender do andamento do conflito envolvendo Rússia e Ucrânia.
Preços do milho
O valor médio da saca de milho no Brasil foi cotado a R$ 63,09 no dia 13 de agosto, alta de 1,46% frente aos R$ 62,19 registrados no final da última semana. No mercado disponível ao produtor, o preço do milho em Cascavel, Paraná, foi cotado a R$ 61,00, estável ante o final da semana anterior.
Em Campinas/CIF, a cotação teve avanço de 1,48% frente aos R$ 67,50 praticados no final da última semana, atingindo R$ 68,50. Na região da Mogiana paulista, a saca do cereal avançou 1,61% ao longo da semana, passando de R$ 62,00 para R$ 63,00.
Em Rondonópolis, Mato Grosso, a saca foi cotada a R$ 60,00, alta de 7,14% frente aos R$ 56,00 registrados no fim da semana passada. Em Erechim, Rio Grande do Sul, o preço seguiu em R$ 70,00 por saca.
Em Uberlândia, Minas Gerais, o preço na venda ficou em R$ 61,00, alta de 1,67% frente aos R$ 60,00 praticados no final da semana passada. Já em Rio Verde, Goiás, a saca foi cotada em R$ 58,00, inalterado em relação à última semana.
Exportações
As exportações de milho do Brasil apresentaram receita de US$ 286,594 milhões em agosto até o momento (5 dias úteis), com média diária de US$ 57,318 milhões. A quantidade total de milho exportada pelo país ficou em 1,183 milhão de toneladas, com média de 236,743 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 242,10.
Em relação a agosto de 2025, houve baixa de 11,2% no valor médio diário da exportação, perda de 27,4% na quantidade média diária exportada e valorização de 22,3% no preço médio.
Os dados foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.
Arno Baasch – arno@safras.com.br (Agência Safras)
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