Porto Alegre, 12 de agosto de 2026 – O Índice de Preços ao Consumidor (CPI, na sigla em inglês) dos Estados Unidos teve alta de 0,1% em julho, na comparação com junho. O número veio dentro do consenso do mercado, que era de+0,12%. Na comparação com julho de 2025, o CPI teve elevação de 3,4%, também atingindo a expectativa do mercado.
O CPI sem alimentação e Energia subiu 0,2%, também dentro do esperado. O núcleo do indicador teve alta de 2,5% sobre o ano anterior. O indicador para energia teve baixa de 1,5% e o índice para alimentos subiu 0,1%. Os números foram divulgados há pouco pelo governo americano.
Segundo a agência Dow Jones, a inflação norte-americana chegou a recuar para 2,3% no início do ano passado, mas voltou a ganhar força posteriormente, em meio aos efeitos das tarifas comerciais adotadas pelo presidente Donald Trump sobre os preços de bens.
No início deste ano, os preços davam sinais de uma nova desaceleração, mas o aumento dos custos de energia provocado pela guerra com o Irã voltou a pressionar a inflação durante a primavera no Hemisfério Norte. Além disso, a expansão dos investimentos em inteligência artificial tem elevado a demanda e os preços de materiais de construção e equipamentos necessários para infraestrutura de computação.
Os preços da gasolina recuaram em relação aos níveis superiores a US$ 4,50 por galão registrados em maio, em meio às idas e vindas nas negociações para encerrar o conflito com o Irã. Ainda assim, permanecem próximos de US$ 4 por galão, segundo a AAA, ante cerca de US$ 3 antes do início do conflito, no fim de fevereiro.
Apesar da desaceleração do índice cheio, as pressões inflacionárias subjacentes continuam mais persistentes do que o Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) gostaria. Para que a inflação retorne de forma sustentável à meta de 2%, será necessária uma moderação mais ampla dos preços, incluindo segmentos como habitação, passagens aéreas e seguros de automóveis.
A capacidade das empresas de continuar repassando custos aos consumidores dependerá também da situação financeira das famílias. O consumo tem se mostrado resiliente até agora, embora os norte-americanos enfrentem vários anos de inflação elevada e um cenário mais incerto para o mercado de trabalho.
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