São Paulo, 12 de agosto de 2026 – Para Marcos Bettini, diretor de Desenvolvimento de Mercado Latam na Acadian Sea Beyond, empresa canadense do setor de bioinsumos, o El Niño este ano é uma grande incógnita. A afirmação foi feita em entrevista exclusiva à Agência Safras, durante o Congresso Andav 2026. “Muitos meteorologistas dizem que as previsões podem ser exageradas”, relata. “Mas, extremo ou não, sempre vai ser mudança climática”, frisa.
Conforme o entrevistado, vai ser preciso avaliar a intensidade e a duração do El Niño, e os locais de incidência. “Mas, independente disto, é estresse o tempo todo para as culturas”, lembra, acrescentando que 80% das perdas das lavouras estão associadas a “não ótimo clima”.
O agricultor, segundo Bettini, precisa de mais ferramentas de gestão para reduzir as perdas de estresse climático. “E uma das alternativas é empregar bioestimulantes nas lavouras”, frisa.
Para Gustavo Gonella, Diretor de Marketing Latam na Acadian Sea Beyond, a utilização de bioestimulante no campo tem muito a crescer no Brasil. “Cerca de 50% dos produtores nacionais utilizam esta tecnologia”, relata. “No Chile e no México, o percentual pula para 90%, exemplifica.
A empresa canadense, com 20 anos de atuação no Brasil, informa que a Bahia é a região do país que mais utiliza bioestimulantes. “No Sul, o percentual ainda é pouco”, adverte. “Mas o agricultor compreende o benefício da biotecnologia”, afirma. “Até porque o setor cresce de 8% a 10% ao ano”, destaca. As principais culturas onde são aplicadas a tecnologia são soja, milho, café, algodão, sorgo, girassol e pastagens.
Rodrigo Ramos (rodrigo@safras.com.br) / Agência Safras
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