Porto Alegre, 10 de agosto de 2026 – Participando da abertura do 25o Congresso Brasileiro do Agronegócio (CBA), em São Paulo (SP), o ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, salientou que discutir o futuro do setor é discutir o futuro do Brasil. “O papel do estado é de reduzir obstáculos enfrentados pelo produtor e de ajudar o Brasil a criar mercados”, disse.
De acordo com o ministro, a política agrícola brasileira precisa responder aos problemas concretos de quem produz. “Apoiamos os produtores, por meio de um Plano Safra maior, renegociação das dívidas rurais, do diálogo para a solução de tarifas e outras questões. O Brasil está disposto também a negociar com a União Europeia, mas não abre mão da qualidade do seu sistema agropecuário para buscar outros mercados”, afirma.
De Paula destacou que o clima é uma variável que não pode ser controlada por quem produz, mas seus efeitos podem ser controlados e mitigados, sem esperar que os problemas cheguem até a porteira. “Estamos trabalhando para converter as estações meteorológicas do Inmet de analógicas para digitais pois para quem produz a informação também é insumo. Quanto mais precisa for, maior é a capacidade para a tomada de decisão. O papel do estado é de transformar informação em capacidade de planejamento”, explica.
O ministro anunciou ainda que o Brasil pretende encerrar 2026 superando a marca de 700 mercados abertos na exportação para os diversos produtos produzidos pelo setor do agronegócio.
Arno Baasch – arno@safras.com.br (Agência Safras)
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