Porto Alegre, 6 de agosto de 2026 – Nesta segunda-feira, 3 de agosto, a TCP, empresa que administra o Terminal de Contêineres de Paranaguá, alcançou o marco de 1 milhão de TEUs (medida padrão de um contêiner de 20 pés) movimentados ao longo do ano. O feito foi realizado 10 dias mais cedo do que em 2025 e reflete o avanço das operações, que cresceram 4% no comparativo com o ano anterior.
O contêiner de número um milhão foi movimentado durante a operação do navio VALOR, do armador MSC, que possui 300 metros de comprimento (LOA) e 48 metros de largura (boca), e faz a rota que conecta o Brasil à Europa.
“Este resultado é um indicativo claro do compromisso da TCP em oferecer eficiência e capacidade operacional para absorver o aumento da demanda do mercado para movimentação de cargas. Os investimentos em infraestrutura e maquinário, aliados à excelência profissional e à dedicação dos colaboradores, foram fundamentais para atingir este marco antecipadamente. O Terminal segue nesta trajetória para fechar 2026 com o melhor resultado da série histórica”, comenta Fabio Mattos, gerente comercial da TCP.
O recorde de 1 milhão de TEUs ocorre logo após o fechamento de julho, quando a TCP movimentou 147,9 mil TEUs, melhor desempenho para um único mês em 2026 e volume 5% superior aos 140,9 mil TEUs movimentados em julho de 2025.
Um dos destaques das operações foi para o aumento na movimentação de contêineres refrigerados (reefer), utilizados principalmente para transportar carnes e congelados, que avançou 10% no comparativo entre janeiro e julho, passando de 80,3 mil em 2025para 88,4 mil em 2026.
Até o fim do mês de julho, a TCP registrou a passagem de 379 mil contêineres pelas vias de acesso rodoviário (gate) e de 62 mil contêineres pelo modal ferroviário, com a operação de 774 trens. O Terminal de Contêineres de Paranaguá é o único no Sul doBrasil a possuir conexão direta entre um ramal ferroviário e o pátio de operações.
No cais, o Terminal recebeu a atracação de 597 navios. A TCP é a maior concentradora de serviços marítimos entre os terminais portuários do país, contando com 22 linhas semanais regulares, entre linhas de cabotagem e de longo curso, conectando Paranaguá às Américas, África, Europa e Ásia.
Balanço comercial é tracionado por carnes e segmento automotivo
Nos sete meses de 2026, a TCP embarcou 4,913 milhões de toneladas de cargas, desempenho 10% acima 4,465 milhões registradas no mesmo período do ano anterior.
O resultado foi impulsionado pelas exportações de carnes e congelados, que dispararam de 2,047 milhões de toneladas para 2,344 milhões de toneladas, volume tracionado pelo avanço nos embarques de carne de frango e suína.
“A TCP detém uma vantagem estratégica para os exportadores de carnes e congelados, que necessitam de capacidade operacional para armazenagem das cargas e de um alto volume de escalas para embarcar seus produtos e atenderem os prazos rígidos dos mercados importadores. Por isso, o Terminal segue investindo na ampliação da sua infraestrutura para armazenagem de contêineres refrigerados, que deve passar de 5.280 tomadas para 5.500 ainda em 2026”, destaca Mattos.
O segmento de papel e celulose também avançou 9% e chegou a 623 mil toneladas neste ano, enquanto em 2025 o volume foi de 569 mil toneladas.Nas importações, a liderança foi do segmento automotivo, com o aquecimento no mercado de veículos elétricos e do desembarque de peças e componentes, que somaram 346 mil toneladas em 2026, volume 8% acima das 319 mil toneladas do ano anterior.
Navios operam com calado máximo em Paranaguá
Na última sexta-feira, 31 de julho, a TCP recebeu a atracação do porta-contêineres MSC Iris. Com 366 metros de comprimento (LOA), 51 metros de largura (boca) e capacidade para transportar cerca de 16.000 TEUs, este foi o primeiro navio de 366 metros a utilizar o calado máximo (profundidade entre a parte mais baixa do navio e a linha d’água) de 13,30 metros no Porto de Paranaguá.
“Desde novembro de 2025, o calado operacional do Porto de Paranaguá passou a operar com 13,30 metros, e mais de 30 navios já utilizaram a profundidade máxima permitida, o que se traduz em maior capacidade operacional para embarcar e desembarcar cargas. O resultado é mais competitividade para os armadores, exportadores e importadores que utilizam o Terminal, com potencial para redução de custos logísticos e maior segurança no planejamento das cadeias de suprimento”, explica Mattos.
Os navios de 366 metros de comprimento são os maiores a operar nos portos brasileiros e a TCP foi o primeiro terminal portuário do Brasil a receber um navio da categoria, quando em 29 de janeiro de 2024 recebeu o porta-contêineres MSC Natasha XIII.
Com informações da TCP.
Revisão: Pedro Diniz Carneiro – pedro.carneiro@safras.com.br (Agência Safras)
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