São Paulo, 4 de agosto de 2026 – Os mercados globais operam com cautela, acompanhando o noticiário sobre uma possível retomada das negociações entre Irã e Estados Unidos em busca de uma solução para o conflito no Oriente Médio. Em termos macroeconômicos, os investidores aguardam o relatório Jolts, o primeiro de uma séria de informações sobre o mercado de trabalho americano.
Segundo a agência Dow Jones, os participantes seguem cautelosos diante das informações divergentes sobre as tratativas. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que a proposta americana representa a “última chance” para um acordo, enquanto Teerã sustenta que negocia apenas com Omã e não mantém conversas com Washington.
No Brasil, os ativos devem seguir atrelados ao desempenho externo. Em termos de indicadores, o destaque fica por conta dos números de junho para a produção industrial. O mercado trabalha com queda mensal de 0,8% e alta de 3% na comparação anual. O dia marca também o início das discussões do Comitê de Política Monetária (Copom). A decisão sobre o futuro da Selic sai no final da quarta. E a aposta do mercado é de um corte de 0,25 ponto para 14% ao ano.
No campo corporativo, segue a temporada de balanços. A expectativa se volta para o resultado financeiro do Itaú no segundo trimestre do ano, dando início à divulgação dos números dos grandes bancos.
O cenário político e as preocupações fiscais seguem no radar dos investidores. Após a confirmação de Lula na reeleição e da absorção de seu discurso, o mercado volta as suas atenções para as articulações de governo e oposição para a composição de seus palanques.
Dylan Della Pasqua / Agência Safras
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