Porto Alegre, 30 de julho de 2026 – O Banco da Inglaterra (BoE) manteve nesta quinta-feira a taxa básica de juros em 3,75% ao ano, conforme amplamente esperado pelo mercado, mas reforçou que poderá voltar a elevar os juros caso as recentes altas dos preços da energia provoquem efeitos secundários relevantes sobre a inflação. As informações são da agência Dow Jones.
A decisão foi tomada por 6 votos a 3, com três integrantes do Comitê de Política Monetária defendendo um aumento de 0,25 ponto percentual, para 4,00%. Nenhum membro votou por uma redução da taxa.
Votaram por uma alta dos juros Catherine Mann, Huw Pill e Megan Greene. Segundo o BoE, os dissidentes avaliaram que um aperto monetário adicional reduziria o risco de efeitos secundários persistentes sobre a inflação.
Apesar da manutenção dos juros, o banco central afirmou que identificou “poucas evidências” de efeitos secundários sobre os preços e observou “sinais claros” de continuidade do processo de desinflação subjacente. Ainda assim, o comitê ressaltou que o risco de propagação das pressões inflacionárias aumenta caso os preços da energia permaneçam elevados por um período prolongado.
Segundo o BoE, em um cenário adverso com o petróleo acima de US$ 100 por barril, a inflação britânica poderá atingir um pico de 4,5%. No cenário central da instituição, a inflação deverá alcançar 3,2% no quarto trimestre deste ano antes de retornar à meta de 2% no início de 2028.
O banco central também projetou crescimento de 1,1% para a economia do Reino Unido em 2026 e 2027, acelerando para 1,7% em 2028.
O BoE ressaltou que sua estratégia de política monetária poderá ser alterada caso os riscos altistas para a inflação diminuam de forma consistente. A decisão ocorre um dia após o Federal Reserve também manter inalterada sua taxa básica de juros.
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