Porto Alegre, 29 de julho de 2026 – Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a quarta-feira com preços bem mais baixos. O mercado foi derrubado pela previsão de clima mais benéfico para as lavouras dos Estados Unidos. Segundo a Dow Jones, são esperadas chuvas mais abrangentes e temperaturas mais amenas nas principais regiões produtoras do país. As perdas foram ampliadas com a retirada do “prêmio de risco” climático.
A metade leste das Planícies e o restante do Meio-Oeste devem receber chuvas benéficas até o início da próxima semana. Além disso, uma massa de ar mais frio deve atingir o cinturão no fim de semana, reduzindo o estresse das lavouras. A mudança nas condições climáticas diminui as preocupações com o potencial produtivo da safra, fator que pesa sobre as cotações da soja.
Amanhã, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulga o relatório semanal das exportações do país. Para a soja em grão, analistas esperam vendas líquidas entre 700 mil e 1,8 milhão de toneladas.
Os contratos da soja em grão com entrega em agosto de 2026 fecharam com baixa de 34,00 centavos de dólar por bushel ou 2,80%, a US$ 11,78 por bushel. A posição novembro de 2026 teve cotação de US$ 11,92 3/4 por bushel, recuo de 27,25 centavos de dólar por bushel ou 2,23%.
Nos subprodutos, a posição agosto de 2026 do farelo fechou com queda de US$ 5,00 por tonelada ou 1,56%, a US$ 315,30 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em agosto de 2026 fecharam a 69,17 centavos de dólar por libra-peso, retração de 1,59 centavo ou 2,24%.
Rodrigo Ramos (rodrigo@safras.com.br) / Safras News
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