Porto Alegre, 22 de julho de 2026 – O governo federal anuncia nesta quarta-feira (22) uma nova etapa do Plano Brasil Soberano, que prevê R$ 18,5 bilhões em linhas de financiamento para empresas brasileiras de setores estratégicos da balança comercial afetadas por tarifas impostas pelos Estados Unidos, conflitos internacionais e pelo avanço de medidas protecionistas no comércio mundial.
Do total, R$ 13,5 bilhões serão provenientes do Tesouro Nacional e R$ 5 bilhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
Os recursos poderão ser utilizados para capital de giro, aquisição de bens de capital, investimentos produtivos, inovação tecnológica, adaptação de produtos e processos e abertura de novos mercados.
A ampliação do programa será viabilizada por uma Medida Provisória (MP), que autoriza o uso de recursos do Tesouro Nacional em conjunto com recursos próprios do BNDES. O plano de aplicação será elaborado pelo banco e submetido à aprovação de um conselho interministerial, que definirá a destinação dos financiamentos conforme os impactos enfrentados por cada setor.
Também nesta quarta-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sanciona o Projeto de Lei de Conversão (PLV) nº 7, originado da MP nº 1.345, que criou as linhas de financiamento do Plano Brasil Soberano.
Durante a tramitação no Congresso Nacional, o alcance do programa foi ampliado. Além da indústria, passam a ter acesso às linhas de crédito exportadores da agricultura, pecuária, florestas plantadas, pesca, aquicultura e mineração, além de cooperativas e associações ligadas a essas atividades.
A nova legislação também permite que os recursos destinados à inovação tecnológica sejam utilizados para adaptações voltadas ao atendimento de exigências sanitárias, fitossanitárias, ambientais, de rastreabilidade e de conformidade exigidas pelo comércio internacional.
Entre os principais beneficiários da nova etapa estão empresas afetadas pelas tarifas aplicadas pelos Estados Unidos com base nas Seções 232 e 301 da legislação comercial norte-americana. O programa também atenderá empresas impactadas por conflitos internacionais, especialmente aquelas que exportam para países do Golfo Pérsico, além de setores considerados estratégicos para a balança comercial brasileira, como fertilizantes, minerais críticos, produtos químicos, farmacêuticos, têxteis, automotivos, equipamentos eletrônicos, máquinas e materiais elétricos.
Criado para preservar empresas, empregos, investimentos e a capacidade exportadora do país, o Plano Brasil Soberano teve uma primeira etapa com R$ 16 bilhões em 2025. A segunda fase, anunciada em 2026, conta com orçamento de R$ 21 bilhões e já soma R$ 19,5 bilhões em pedidos protocolados, dos quais R$ 10,6 bilhões foram aprovados pelo BNDES.
As informações são do governo federal.
Luciana Abdur – luciana.abdur@safras.com.br (Agência Safras)
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