Porto Alegre, 14 de julho de 2026 – O mercado brasileiro de milho deve ter uma terça-feira de poucas negociações no âmbito doméstico. Os agentes permanecem observando o ritmo das colheitas, fator que deve ser determinante para a evolução dos negócios nas próximas semanas. No cenário internacional, a Bolsa de Chicago cai, enquanto o dólar registra baixa frente ao real.
O mercado brasileiro de milho abriu a semana com preços fracos, de estáveis a mais baixos. Segundo o analista de Safras & Mercado, Paulo Molinari, o mercado observa as colheitas da safrinha avançando mais fortemente agora, sem chuvas nos próximos 10 dias favorecendo o andamento dos trabalhos. “Isso deve levar à pressão de venda e maior acomodação de preços na semana”, destaca Molinari.
No Porto de Santos, o preço ficou entre R$ 66,00/69,00 a saca (CIF). Já no Porto de Paranaguá, cotação entre R$ 65,50/68,00 a saca.
No Paraná, a cotação ficou em R$ 58,00/60,00 a saca em Cascavel. Em São Paulo, preço de R$ 58,00/60,00 na Mogiana. Em Campinas CIF, preço de R$ 65,00/66,50 a saca.
No Rio Grande do Sul, preço ficou em R$ 66,00/68,50 a saca em Erechim. Em Minas Gerais, preço em R$ 59,00/60,00 a saca em Uberlândia. Em Goiás, preço esteve em R$ 51,00/54,00 a saca em Rio Verde – CIF. No Mato Grosso, preço ficou a R$ 52,50/55,00 a saca em Rondonópolis.
CHICAGO
* Os contratos com vencimento em setembro de 2026 operaram cotados a US$ 4,35 1/2 por bushel, baixa de 5,50 centavos, ou 1,24% em relação ao fechamento anterior.
* O mercado é pressionado pela melhora das condições das lavouras nos Estados Unidos. Na sessão anterior, os preços haviam alcançado os maiores níveis em mais de um mês, sustentados pelas preocupações com o clima e pela escalada das tensões no Oriente Médio.
* Segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), até 12 de julho, 68% das lavouras de milho estavam em condições boas ou excelentes, ante 67% na semana anterior. As áreas classificadas como regulares passaram de 25% para 24%, enquanto 8% permanecem entre ruins e muito ruins.
* Ontem (13), os contratos de milho com entrega em setembro fecharam a US$ 4,41, com avanço de 1,50 centavo, ou 0,34% em relação ao fechamento anterior. A posição dezembro fechou a sessão a US$ 4,63 1/4 por bushel, com alta de 2,25 centavos, ou 0,48% em relação ao fechamento anterior.
CÂMBIO
* O dólar comercial registra baixa de 0,13%, a R$ 5,1250. O Dollar Index registra recuo de 0,18%, a 101.047 pontos.
INDICADORES FINANCEIROS
* As principais bolsas na Europa operam com índices fracos. Paris, -0,67%. Frankfurt, -0,60%. Londres, -0,18%.
* As principais bolsas da Ásia operaram altas. Xangai, +1,36%. Japão, +0,74%.
* O petróleo opera com alta. Agosto do WTI em NY: US$ 79,80 o barril (+2,12%).
AGENDA
09:30 – EUA: Índice de Preços ao Consumidor (CPI, junho).
11:30 – Dados sobre as lavouras do Paraná – Deral.
23:00 – China: PIB (2º trimestre).
China: Balança Comercial (junho).
—–Quarta-feira (15/07)
06:00 – Zona do Euro: Produção Industrial (maio).
09:00 – Pesquisa Mensal de Serviços/IBGE.
09:30 – EUA: Índice de Preços ao Produtor (PPI, junho).
11:30 – EUA: Relatório Semanal de Petróleo da EIA.
15:00 – EUA: Livro Bege do Federal Reserve.
16:00 – Custos de produção no MT/Imea.
—–Quinta-feira (16/07)
03:00 – Reino Unido: PIB mensal (maio).
06:00 – Zona do Euro: Balança Comercial (maio).
09:00 – Pesquisa Mensal de Comércio/IBGE.
09:30 – Dados de exportação semana de grãos dos EUA/USDA.
15:00 – Relatório de condições das lavouras da Argentina – Ministério da Agricultura.
15:00 – Dados de desenvolvimento das lavouras argentinas – Bolsa de Cereais de Buenos Aires.
16:00 – Dados de desenvolvimento das lavouras no RS – Emater, na parte da tarde.
—–Sexta-feira (17/07)
06:00 – Zona do Euro: CPI Harmonizado (junho).
08:00 – IGP-10 de julho/FGV.
09:00 – IBC-Br de maio/BC.
12:00 – Intenção de Plantio 2026/27 para soja, milho, arroz, algodão e feijão/Safras & Mercado.
12:00 – Estimativa para a safra 2026 de trigo/ Safras & Mercado.
16:00 – Dados de evolução das lavouras do Mato Grosso – IMEA.
Pedro Carneiro (pedro.carneiro@safras.com.br) / Safras News
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