Porto Alegre, 8 de julho de 2026 – Os contratos futuros da soja fecharam em baixa nesta quarta-feira. Após os recentes ganhos consistentes, o dia foi de correção. Com os boletins climáticos apontando temperaturas não tão altas nos próximos dias, fundos e especuladores optaram por realizar lucros e posicionar carteiras frente ao relatório de sexta do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).
Em boa parte da sessão, no entanto, o mercado subiu, acompanhando o petróleo e refletindo a melhor demanda chinesa pelo produto americano.
A China comprou pelo menos mais cinco cargas de soja dos Estados Unidos durante a madrugada de terça para quarta, informaram traders. A estatal chinesa COFCO adquiriu as cargas para embarque entre setembro e outubro, pagando um prêmio de aproximadamente US$ 2,70 a US$ 2,80 por bushel sobre os contratos futuros de soja para novembro negociados em Chicago.
Os exportadores privados norte-americanos reportaram ao USDA a venda de 472.000 toneladas de soja à China. Do total, 136.000 toneladas serão disponibilizadas na safra 2025/26 e 336.000 toneladas serão entregues na temporada 2026/27.
O Departamento deverá, no seu relatório de julho, indicar alta nas suas estimativas para safra e estoques de passagem norte-americanos em 2026/27. Os dados para oferta e demanda americana e mundial serão divulgados na sexta, 10, às 14h.
Analistas consultados pelas agências internacionais indicam que o número para a safra dos EUA em 2026/27 deverá ficar em 4,457 bilhões de bushels. Em junho, a previsão era de 4,435 bilhões.
Em relação aos estoques de passagem, o mercado aposta em número 324 milhões de bushels, contra 310 milhões projetados anteriormente. Para 2025/26, a previsão é de que o Departamento reduza seu número de 340 milhões para 337 milhões de bushels. Em relação ao quadro de oferta e demanda mundial da soja, o mercado aposta em estoques finais 2026/27 de 125,2 milhões de toneladas, subindo frente ao atuais 124,9 milhões. Para 2025/26, o USDA deverá aumentar sua estimativa de 125,5 milhões para 125,7 milhões de toneladas.
O USDA, na avaliação do mercado, deverá elevar a sua estimativa para a safra brasileira, de 180 milhões para 180,3 milhões de toneladas em 2025/26. Já a previsão para a produção argentina em 2025/26 deverá ser elevada de 50 milhões para 50,1 milhões de toneladas.
Os contratos da soja em grão com entrega em agosto fecharam com baixa de 0,50 centavo de dólar, ou 0,04%, a US$ 11,93 1/4 por bushel. A posição novembro teve cotação de US$ 11,92 1/4 por bushel, com retração de 5,50 centavos de dólar ou 0,45.
Nos subprodutos, a posição agosto do farelo fechou com baixa de US$ 3,90 ou 1,23% a US$ 312,30 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em agosto fecharam a 70,85 centavos de dólar, com ganho de 2,26 centavos ou 3,29%.
Dylan Della Pasqua / Safras News
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